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Publicitária é gravada no banheiro por funcionário do Cinépolis Ponta Negra

Publicitária de 33 anos flagrou o momento em que o funcionário colocou um celular na cabine individual do banheiro. Ela denunciou o crime para a polícia 


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Foto: Reprodução/Internet

JOSEMAR ANTUNES 03/11/2020 ÀS 20:32

Após ser filmada por um funcionário de limpeza dentro do banheiro do Cinépolis Ponta Negra, no shopping de mesmo nome, na avenida Coronel Teixeira, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, uma publicitária procurou a polícia para denunciar o crime de importunação sexual. O homem foi identificado como Israel Farias Monteiro, de 24 anos.

Ao A Crítica, a vítima de 33 anos, revelou que estava acompanhada do marido de 34 anos e de um amigo, que é advogado, quando precisou ir ao banheiro. Em determinado momento, ela percebeu um celular com luz debaixo da porta e começou a gritar.


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“Durante o filme, eu precisei ir até o banheiro e, ao entrar, visualizei um dos sanitários femininos com a descrição ‘X’, restringido por conta da Covid-19. Na ocasião, eu não visualizei nenhuma pessoa, mas ao sentar no vaso, fui surpreendida com o homem utilizando um celular tentando filmar minhas partes íntimas. Eu saí correndo aos gritos e pedi socorro de outros funcionários do shopping”, declarou, com exclusividade, o momento de terror vivido.

Conforme a vítima, Israel saiu do banheiro “interditado” sem farda. Em seguida, a gerente do cinema, identificada como “Ingrid”, foi comunicada sobre o crime. Uma equipe da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) esteve no local e conduziu as partes para os procedimentos no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Já devidamente fardado, Israel foi ouvido pelo delegado Miguel Ângelo da Silva Ribeiro. Em seu depoimento, ele negou o crime e disse que estava trocando o papel do sanitário feminino no horário de serviço. O caso foi enquadrado no crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B da Lei 13.772, dispositivo que visa penalizar essas gravações não autorizadas.

A publicitária também afirma que pretende processar o Cinépolis para qual Israel trabalha. Segundo ela, como o fato ocorreu nas dependências da rede multinacional de cinemas, com sede na cidade de São Paulo, a administração e a segurança do local têm que ser responsabilizada por não ter evitado o ocorrido. O advogado da família irá entrar com a petição, mesmo antes do resultado laudo do celular com previsão para 30 dias.

“É um absurdo isso que aconteceu comigo. Que segurança este local irá oferecer para outras pessoas que precisarem usar o sanitário feminino com um tarado solto, que utiliza câmera do celular para conseguir fazer imagens de mulheres na intimidade? Qual a segurança que você tem de levar sua filha para o cinema, principalmente, em uma área Vip de um cinema, onde o ingresso é mais caro e você entende ser mais seguro? Em nenhum momento, o Cinépolis ficou do meu lado, sendo que eu era a vítima”, desabafou a vítima.

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