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Adaf apreende mais 7 toneladas de frutos com entrada proibida no Amazonas 


Ao longo do fim de semana, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) apreendeu 7 toneladas de frutos com trânsito proibido no Amazonas, devido ao risco de entrada da praga quarentenária mosca-da-carambola no território amazonense. No total, entre sexta-feira e sábado (14 e 15/06), foi barrado o ingresso no estado de dezoito toneladas de frutos hospedeiros da praga.

A interceptação das cargas aconteceu durante quatro operações distintas na Barreira de Vigilância Agropecuária (BVA) de Jundiá, no município de Rorainópolis, em Roraima.

Na manhã de sexta-feira (14/06), 11 toneladas de manga já havia sido apreendidas pela Adaf, na mesma BVA, durante fiscalização conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), Polícia Militar e Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz).

À frente da Gerência de Defesa Vegetal (GDV) da Adaf, o engenheiro agrônomo, Sivandro Campos, afirma que a quantidade de frutos apreendidos e de veículos tentando ingressar com frutos proibidos acende um alerta para o risco econômico que o Amazonas vem correndo.

“A entrada da praga quarentenária mosca-da-carambola no Amazonas representa uma grave ameaça à economia local e do Brasil. A praga tem potencial para inviabilizar a fruticultura nacional e já está presente em Roraima, no Pará e no Amapá. A população precisa ser nossa parceira nessa vigilância”, destacou.

Das sete toneladas de frutos tirados de circulação, seis toneladas tinham como origem a cidade de Boa Vista/RR e 960 quilos a cidade de Mucajaí/RR. Manaus era o destino de toda a carga apreendida.

A mosca-da-carambola ataca mais de 30 espécies, como manga, goiaba, tomate, acerola, pimenta-de-cheiro, laranja e carambola, entre outras.

Monitoramento

Desde abril de 2023, Roraima foi declarada pelo Mapa, por meio da Portaria nº 780, como área sob quarentena para a praga Bactrocera carambolae (mosca-da-carambola). Isso impede que o estado vizinho escoe frutos hospedeiros para outras unidades da federação.

No Amazonas, uma das estratégias de prevenção à mosca-da-carambola é o monitoramento de armadilhas tipo Jackson, nas cidades de Nhamundá e Parintins (distantes 383 e 369 quilômetros de Manaus, respectivamente). Trabalho que se soma à promoção de ações de Educação Sanitária e à realização de fiscalizações do trânsito de vegetais nas barreiras.

Qualquer suspeita sobre a existência da praga deve ser imediatamente comunicada à Adaf. Denúncias podem ser reportadas à GDV pelo AdafOuv no número (92) 99380-9174.

FOTO: Divulgação/Adaf



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