Amazonas libera manejo madeireiro após fim do Defeso Florestal


O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas encerra nesta sexta-feira, 15 de maio, o período de Defeso Florestal 2026 em todo o Estado. Com o fim da restrição, atividades de corte, arraste e transporte de madeira em áreas devidamente licenciadas poderão ser retomadas a partir deste sábado, 16.

A suspensão temporária estava em vigor desde 15 de janeiro, conforme a Portaria Ipaam nº 001/2026. A medida é aplicada anualmente durante o período chuvoso na Amazônia e tem como objetivo reduzir impactos ambientais em áreas de maior sensibilidade ecológica durante o chamado inverno amazônico.

De acordo com o Ipaam, o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais ficou temporariamente bloqueado para novas declarações de corte durante o período de defeso. Com a liberação, cerca de 64 Planos de Manejo Florestal Sustentável terão operações desbloqueadas. Novo Aripuanã, Manicoré, Lábrea e Humaitá concentram a maior quantidade de planos liberados.

O fim do defeso recoloca em debate a fiscalização sobre a cadeia da madeira no Amazonas. O manejo legal é instrumento importante para gerar renda e reduzir pressão sobre áreas ilegais, mas só funciona quando há rastreabilidade, controle técnico e presença permanente do Estado.

O ponto crítico é evitar que a retomada das atividades licenciadas seja usada como cobertura para madeira de origem irregular. Em regiões de difícil acesso, o controle documental precisa ser acompanhado de fiscalização em campo, monitoramento por satélite e cruzamento de dados sobre transporte, pátios e planos autorizados.

A floresta pode gerar economia sem destruição, mas isso exige separar manejo sustentável de extração predatória. O Amazonas precisa de política florestal que combine produção, conservação e punição rápida para fraudes ambientais.





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