
Recarregado após um 2025 sabático, Luiz Maurício Pragana dos Santos, o nosso Lulu Santos, 72 anos, anuncia na próxima semana sua volta aos palcos, desta vez para uma turnê fora do país, entre o fim de maio e o início de junho. A agenda marcará, por exemplo, sua primeira apresentação em Dubai, nos Emirados Árabes — ele também passará por Alemanha, Espanha, França, Holanda, Portugal e Suíça.
Pois o “último romântico” da música nacional, que faz da sua vida um “passeio público”, conversou com Nelson Lima Neto, da turma da coluna, para contar como foi esse período de “pé no freio”, especialmente para cuidar da saúde, após o diagnóstico de vasculite púrpura, uma doença autoimune rara que causa inflamação nos vasos sanguíneos, tornando hercúleo até o simples ato de calçar um sapato. Lulu garantiu que a doença está controlada.
“O que preciso é estar bem preparado e condicionado para o ritmo intenso. As preparações e os ensaios começam em abril. Em nossa experiência, o público é majoritariamente brasileiro, e é tocante sentir o quanto faz bem ao expatriado ter um momento de compartilhamento emocional. Eles têm essa sede, que a gente está pronto e disposto a matar”, conta o carioca.
Ele detalhou como tem sido a rotina ao lado do marido, Clebson Teixeira, neste período menos frenético. Parte do tempo, aliás, é reservada para o sítio que Lulu mantém há 15 anos no norte do estado do Rio. Por lá, moram também cachorros, vaquinhas Jersey, cabras e cabritos.
“Há por lá um salão com ótima acústica e vários brinquedos musicais. Pode-se perfeitamente trabalhar de lá, além de nadar, pescar nas lagoas ou correr em volta delas. No mais, continuo compondo e, eventualmente, indo ao estúdio gravar e experimentar, além das participações que tenho feito em shows de amigos como Gil, Liniker, Pretinho da Serrinha e Gabriel o Pensador”, disse o compositor, que, nos últimos meses, “namorou” os trabalhos de Liniker, Catriel e Paco Amoroso.
O momento do país não poderia ficar fora da conversa, ainda mais em um ano de eleições presidenciais. Questionado se pensa em se envolver nessa jornada política na defesa de determinadas bandeiras, Lulu foi direto:
“O ano terá isso — eleições — e uma Copa do Mundo! Será um período frenético e também uma ótima oportunidade de praticar o olhar de observador interessado e assistir de camarote a toda essa ‘imprevisível complexidade’ se desenrolar. Também cansei um pouco, tanto de temer quanto de esperar. O que será, será.”
Por: O Globo












