Cia Vilaça lota Teatro Amazonas com mostra de jazz musical


Espetáculo “Jazz, Luzes e Ação” reuniu clássicos da Broadway, emocionou o público e destacou histórias de bailarinas mães em Manaus

O Teatro Amazonas recebeu casa cheia na noite de 6 de junho durante a 2ª Mostra Cia Vilaça – Jazz, Luzes e Ação. O espetáculo, inspirado nos grandes musicais da Broadway e do cinema, reuniu bailarinos da companhia e convidados em uma apresentação marcada por emoção, técnica e forte apelo visual.

Além disso, o evento contou com a participação especial do Balé Flor da Idade, ligado ao projeto de extensão Passos do Tempo: Balé, Saúde e Envelhecimento Ativo, coordenado pela professora doutora Raissa Costa. Também integrou o elenco o Bevel.up Estúdio de Dança.

Com direção de Hanna Vilaça e idealização de Gabi Segadilha, a mostra reforçou a força do jazz no cenário cultural amazonense e levou ao palco releituras de grandes produções musicais.

Clássicos da Broadway ganham releituras no palco

Inspirada no Dia Internacional do Jazz, celebrado em 30 de abril, a mostra apresentou coreografias que revisitaram clássicos do teatro musical.

Dessa forma, o público acompanhou interpretações de obras consagradas como La La Land, apresentada pela turma de Jazz Iniciante; Moulin Rouge, também interpretada pela turma de Jazz Iniciante; e Chicago, encenada pelas turmas de Jazz Iniciante de terça e quinta-feira, além das bailarinas convidadas do Bevel.up Estúdio de Dança.

Além disso, o repertório incluiu Burlesque, com a turma Intermediário/Avançado, e Mamma Mia!, apresentada pelo Balé Flor da Idade.

Maternidade e dança emocionam o público

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a participação de bailarinas que conciliam maternidade e rotina artística. Assim, histórias como as de Renata Krisllen e Lívia Costa emocionaram o público ao evidenciar desafios e superações no cotidiano da dança.

Para Renata, a organização e o apoio são fundamentais para manter a rotina artística ativa.

“Conciliar a arte com a maternidade não é fácil. A rede de apoio faz toda a diferença, pois antes de cada ensaio deixamos tudo organizado para nossos filhos e, ao voltar para casa, ainda há muitas tarefas esperando. Muitas vezes abrimos mão de momentos de descanso e lazer para que tudo aconteça da melhor forma possível. Mas, no final, vale a pena. A arte nos completa, alimenta nossa alma e nos faz felizes através da dança”, destacou.

Já Lívia reforçou o impacto transformador da maternidade em sua relação com a dança.

“Conciliar a maternidade com a dança não é tão fácil assim, mas é uma das experiências mais transformadoras que já vivi. Existem dias em que o cansaço fala mais alto, em que os ensaios precisam ser divididos com a responsabilidade de ser mãe. Mas dançar ganhou um significado diferente, porque hoje sei que estou ensinando minha filha a acreditar nos seus sonhos e a lutar por aquilo que faz seu coração vibrar”, afirmou.

Direção celebra realização de sonho no Teatro Amazonas

A diretora da companhia, Hanna Vilaça, destacou que a apresentação representou a concretização de um projeto artístico construído ao longo de sua trajetória.

“Foi um prazer imenso. Posso dizer que foi a realização de um sonho, porque o que me fez adentrar no universo jazzístico foram os musicais. Durante minha formação acadêmica estudei esse universo e, após a graduação, busquei trazer essa linguagem para os palcos. Ter tido a oportunidade de levar esse trabalho ao Teatro Amazonas e lotar a plateia do Majestoso foi uma realização enorme”.

Ela também ressaltou o trabalho coletivo por trás do espetáculo e agradeceu a equipe envolvida.

“Também quero agradecer à minha equipe criativa e a todas as pessoas que contribuíram para a construção desse espetáculo. Das pequenas às grandes ações, cada uma foi fundamental para que esse sonho se tornasse realidade. Meu muito obrigada a todos que acreditam e continuam acreditando na Cia Vilaça”, afirmou.

Trajetória reforça relevância no cenário da dança

Bacharel em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e pós-graduada em Gestão, Artes e Entretenimento, Hanna Vilaça atua há mais de dez anos no cenário artístico de Manaus.

Além disso, como bailarina, conquistou o primeiro lugar no maior Festival de Dança do Mundo de Joinville (SC), com apresentação na Noite dos Campeões no Cau Hansen. Ela também se tornou a primeira coreógrafa de Jazz Musical da Região Norte licenciada pela Broadway para o musical Escola do Rock.

Ao longo da carreira, assinou produções como Ópera do Malandro, de Chico Buarque, e projetos contemplados por editais da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc.

Mostra consolida espaço do jazz no Amazonas

Com o sucesso de público, a 2ª Mostra Cia Vilaça consolida-se como uma vitrine importante para a dança jazz no Amazonas. Além disso, o evento aproxima o público do universo dos musicais e fortalece a formação artística de bailarinos na região Norte.

Por fim, o público pode acompanhar mais informações sobre a companhia no perfil @ciavilaca no Instagram.

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