As autoridades do Peru continuam a apuração do segundo turno da eleição presidencial, que foi realizado no domingo (8). O país enfrenta uma profunda divisão social, que é refletida em uma disputa acirrada pelo poder.
A contagem segue de forma lenta nesta terça-feira (9). Até o momento, 95,5% das urnas foram apuradas.
Roberto Sánchez, de esquerda, aparece com 50,081% dos votos, enquanto Keiko Fujimori, da direita, tem 49,919%. A diferença entre os dois candidatos é de 28.818 votos.
Veja a reta final da apuração minuto a minuto
- 04h45: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 28 mil votos de diferença (95,5% das urnas apuradas)
- 03h30 (09/06): Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 38 mil votos de diferença (95,3% das urnas apuradas)
- 23h51: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 41 mil votos de diferença (95,1% das urnas apuradas)
- 22h08: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 42 mil votos de diferença (95% das urnas apuradas)
- 21h08: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 36 mil votos de diferença (94,9% das urnas apuradas)
- 20h33: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 35 mil votos de diferença (94,9% das urnas apuradas)
- 20h08: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 34 mil votos de diferença
- 19h31: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 33 mil votos de diferença
- 18h10: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 26 mil votos de diferença
- 17h45: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 21 mil votos de diferença
- 16h03: Roberto Sánchez e Keiko Fujimori tinham cerca de 16 mil votos de diferença
- 15h18: Roberto Sánchez ultrapassa Keiko Fujimori na contagem de votos
- 14h34: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 2 mil votos de diferença
- 14h10: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 3 mil votos de diferença
- 14h01: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 5 mil votos de diferença
- 13h25: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 6 mil votos de diferença
- 13h20: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 7 mil votos de diferença
- 13h05: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 8 mil votos de diferença
- 12h13: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 19 mil votos de diferença
- 10h37 (08/06): Keiko Fujimori e Roberto Sánchez tinham cerca de 50 mil votos de diferença
Crise política
Analistas afirmam que a eleição reflete uma profunda crise de legitimidade política. O Peru elegerá seu nono presidente em uma década, após uma série de líderes terem sido destituídos do cargo ou renunciado em meio a escândalos de corrupção. Quatro ex-presidentes estão atualmente presos.
“Esta é uma eleição sem liderança sólida, com grande desconfiança no sistema eleitoral”, explicou o analista político Jeffrey Radzinsky, observando que “a figura do presidente da República perdeu peso no imaginário coletivo”.
Urpi Torrado, CEO da empresa de pesquisas Datum Internacional, afirmou que grande parte da votação está sendo impulsionada pela rejeição, e não pelo entusiasmo, com muitos peruanos escolhendo entre o que consideram o menos pior.
“Não há perspectivas definidas para nenhum dos candidatos”, analisou ela.
Fujimori, candidata à presidência pela quarta vez, fez campanha com uma plataforma de linha dura contra o crime, evocando o legado de seu falecido pai.
Sánchez, herdeiro político do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo, atualmente preso, moderou suas propostas de reforma econômica numa tentativa de atrair eleitores de centro e tranquilizar os investidores.
O eleito herdará um Congresso fragmentado, aumento da criminalidade e uma nação onde quase metade dos cidadãos acredita que o próximo presidente também não completará seu mandato de cinco anos.













