
Melhor resultado do país havia sido a nona colocação de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim-2006
Esquiador volta a competir em busca de mais uma medalha na segunda-feira (16), no slalom
O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, 25, fez história neste sábado (14) ao conquistar a primeira medalha para o Brasil em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Norueguês-brasileiro, Lucas liderou a prova do slalom gigante no esqui alpino, disputada na região de Bormio, no norte da Itália, desbancando favoritos para levar o ouro nas Olimpíadas de Milão-Cortina. É a primeira medalha de ouro da América do Sul nos Jogos de Inverno, que começaram a ser disputados em 1924.
Escolhido por sorteio como o primeiro atleta da bateria a descer a montanha coberta de neve em alta velocidade contornando uma série de “portas”, Braathen conseguiu o melhor tempo logo na primeira descida, com a marca de 1min13s92. Com a vantagem, voltou para a segunda e última descida e fez 1min11s08, chegando ao melhor tempo combinado entre todos os competidores de 2min25s.
O segundo melhor tempo foi do suíço Marco Odermatt, campeão olímpico em Pequim-2022, tetracampeão da Copa do Mundo e um dos favoritos, com os tempos de 1min14s87 e 1min10s71, para um combinado de 2min25s58. Também da Suíça, Loic Meillard completou o pódio, com 1min15s49 e 1min10s68, somando 2min26s17.
Dos 15 primeiros colocados, Lucas era o único atleta de fora da Europa.
Outro brasileiro na disputa, Giovanni Ongaro terminou na 31ª colocação, com tempo de 1min19s95 na primeira descida e de 1min14s20 na segunda, para um total de 2min34s15.
O melhor resultado do Brasil em uma edição dos Jogos de Inverno até então havia sido a nona colocação de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim-2006.
Com a conquista, o Brasil assumiu temporariamente a 15ª posição no ranking geral de medalhas, à frente de países com mais tradição em esportes na neve, como Canadá e China. A Noruega lidera com 20 medalhas, dez de ouro.
Nascido em Olso, o esquiador filho de pai norueguês e mãe brasileira começou a carreira competindo pela Noruega, quando chegou a se sagrar campeão da Copa do Mundo de esqui alpino, na categoria slalom —as principais diferenças em relação ao slalom gigante são a distância entre as portas que os atletas precisam passar ao longo do percurso e a velocidade que alcançam durante a descida.












