Médico urologista de Maringá vence o câncer, faz sucesso nas redes e muda a forma de falar sobre saúde do homem

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Foto: arquivo pessoal

O médico urologista Dr. Juliano Plastina, referência em cirurgia robótica e saúde do homem em Maringá e região, transformou uma experiência pessoal em uma missão de conscientização. Após ser diagnosticado com câncer de próstata aos 45 anos, ele venceu a doença graças ao diagnóstico precoce e, hoje, usa a própria história para incentivar milhares de homens a deixarem o preconceito de lado e procurarem atendimento médico antes do surgimento dos sintomas.

Em entrevista ao GMC Online, o especialista explicou como o câncer mudou sua forma de enxergar a medicina, revelou os principais erros cometidos pelos homens quando o assunto é prevenção e reforçou que o câncer de próstata, na maioria dos casos, não apresenta sintomas na fase inicial.

Diagnóstico precoce mudou a vida do médico

Com mais de duas décadas de atuação na urologia, Juliano Plastina conta que sempre realizou exames preventivos. Foi justamente esse hábito que permitiu identificar um câncer de próstata ainda no início. Segundo ele, o diagnóstico precoce possibilitou um tratamento curativo e, cinco anos após a cirurgia, segue completamente recuperado.

“Eu não falo sobre isso para me vitimizar. Compartilho minha experiência para mostrar aos homens que eles precisam se cuidar. Hoje consigo orientar meus pacientes não apenas como médico, mas como alguém que viveu exatamente essa situação.”

O urologista afirma que a experiência fortaleceu a relação com os pacientes e tornou o atendimento ainda mais humanizado.

Câncer de próstata não costuma apresentar sintomas

Durante a entrevista, Plastina destacou um dos maiores desafios da prevenção: muitos homens acreditam que só precisam procurar um urologista quando começam a sentir algum desconforto.

Segundo ele, essa percepção está equivocada. “O câncer de próstata normalmente não causa sintomas na fase inicial. Quando aparecem alterações urinárias ou dores, muitas vezes a doença já pode estar em estágio mais avançado”, explicou.

Por isso, o especialista recomenda que os homens iniciem o acompanhamento preventivo mesmo sem qualquer sinal da doença.

Quando procurar um urologista?

De acordo com Juliano Plastina, a recomendação é clara:

  • homens sem fatores de risco devem iniciar o acompanhamento aos 45 anos;
  • homens com pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata devem procurar um urologista a partir dos 40 anos;
  • homens negros também devem iniciar os exames preventivos aos 40 anos, devido ao maior risco da doença.

Além disso, o médico defende que a primeira consulta com um urologista aconteça ainda na juventude, mesmo antes dessa idade. “O homem precisa criar a mesma cultura que a mulher já possui de consultar regularmente um especialista. Não é preciso estar doente para procurar um médico.”

Medo ainda afasta muitos homens do consultório

Apesar dos avanços na conscientização, Plastina afirma que muitos pacientes ainda chegam ao consultório incentivados pelas esposas, namoradas ou companheiras. Segundo ele, o receio do exame de toque e o preconceito em relação ao urologista continuam existindo, mas diminuíram significativamente nos últimos anos.

“Hoje muitos homens chegam perguntando se precisam fazer o exame de toque. Isso mostra que a conscientização está aumentando.” Para o médico, quebrar esse tabu é fundamental para reduzir diagnósticos tardios e aumentar as chances de cura.

Redes sociais viraram ferramenta de conscientização

Além da atuação clínica, Juliano Plastina se tornou um dos principais produtores de conteúdo sobre saúde masculina nas redes sociais. O médico mantém um canal no YouTube há cerca de dez anos e viu seu perfil no Instagram crescer rapidamente ao adotar uma linguagem mais leve e acessível.

Segundo ele, a intenção é aproximar a medicina da população. “O paciente não quer assistir a uma aula. Ele quer entender a doença de forma simples, dentro da realidade dele.”

O especialista também afirma que produzir conteúdo confiável é uma forma de combater a desinformação. “Se os bons profissionais não ocuparem esse espaço, ele será ocupado por quem espalha fake news e vende soluções milagrosas.”

Alimentação e atividade física continuam sendo fundamentais

Embora a alimentação e os exercícios físicos não impeçam diretamente o desenvolvimento do câncer de próstata, Plastina ressalta que hábitos saudáveis fazem diferença na qualidade de vida e ajudam a prevenir outras doenças graves. “O homem pode fazer todos os exames da próstata e, ainda assim, sofrer um infarto aos 50 anos se não cuidar da saúde.”

Segundo ele, perder peso, praticar atividade física regularmente, dormir bem e controlar doenças como diabetes e colesterol elevado são medidas que melhoram a saúde cardiovascular, preservam a testosterona de forma natural e contribuem para uma vida sexual mais saudável.

O médico revelou, inclusive, que também precisou mudar seus hábitos após enfrentar o câncer. “Eu emagreci cerca de 10 quilos, comecei a treinar e cuidar melhor da alimentação. Não adianta apenas orientar os pacientes; é preciso dar o exemplo.”

Principal mensagem aos homens

Ao final da entrevista ao GMC Online, Juliano Plastina deixou um recado direto para quem ainda adia a consulta com um especialista.

“Não tenha medo do médico. Procure um urologista da sua confiança. Quanto antes você começar a cuidar da sua saúde, maiores serão as chances de viver mais e com qualidade de vida.”

Para o especialista, informação de qualidade, prevenção e acompanhamento médico continuam sendo as principais ferramentas para reduzir os casos de câncer de próstata diagnosticados em estágios avançados e melhorar a saúde masculina.



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