Tadeu de Souza alerta para ataques à Zona Franca e defende reação firme: ‘Não vamos recuar um milímetro’


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Manaus (AM) – A projeção de instalação de mais de 200 novas empresas no Polo Industrial de Manaus (PIM) nos próximos anos deve ser encarada com otimismo, mas há necessidade de manter a vigilância contra ataques ao principal modelo econômico do Amazonas. A análise é do ex-vice-governador Tadeu de Souza, em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (08/06).

Tadeu de Souza, que já foi operário do Distrito Industrial, comentou a reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo sobre os novos investimentos previstos no PIM e criticou os recentes ataques da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A entidade, que historicamente se posiciona contra os interesses do Amazonas, acionou a Justiça contra dispositivos inseridos na regulamentação da reforma tributária que concedem créditos presumidos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a empresas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

“O argumento deles é frágil e ignora que o nosso estado não concorre com as indústrias paulistas; a Zona Franca complementa a produção do país. A Fiesp ignora a Constituição. Por isso, é importante lutar pela defesa da Zona Franca. O Amazonas precisa ter cada vez mais voz. Não vamos recuar um milímetro contra quem tenta sufocar o nosso desenvolvimento”, ressaltou Tadeu.

Mais empregos

Tadeu de Souza destacou que a perspectiva de novos investimentos na ZFM, assegurada pela reforma tributária, garantirá ao Amazonas a geração de mais empregos qualificados, resultando em aumento da renda dos amazonenses. “Isso é excelente para a nossa economia. Significa mais emprego e mais renda no bolso do trabalhador”, concluiu.

De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), a instalação de 200 novas fábricas deve gerar um aumento de 30% no número total de indústrias. O PIM iniciou o ano de 2026 com faturamento de R$ 18,28 bilhões em janeiro, segundo dados da autarquia.

O resultado representa crescimento nominal de 6,86% em comparação com janeiro de 2025, quando o faturamento foi de US$ 3,19 bilhões. Atualmente, as empresas do PIM geram mais de 130 mil empregos diretos.

(*) Com informações da Assessoria

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