Ata do Fed e escalada das tensões entre EUA e Irã dominam os mercados nesta quarta


Todas as atenções da sessão desta quarta-feira (8) estarão voltadas para a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Para o mercado, o documento deve trazer mais detalhes sobre a decisão do Federal Reserve em manter a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Para o Bradesco, a ata também deve mostrar como o Fed avalia o balanço de riscos entre inflação e mercado de trabalho, além de possíveis mudanças na comunicação, agora com Kevin Warsh no board.

Ainda no exterior, o mercado repercute a disparada do petróleo após os EUA realizarem uma série de ataques contra o Irã na noite de terça-feira, em resposta a ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz.

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Já na agenda doméstica, a FGV publica hoje o IPC-S e os dados do fluxo cambial semanal do Banco Central e do Índice Commodities Brasil (IC-Br), referente ao mês de junho.

A Receita Federal disponibilizou, nesta quarta-feira (8), a consulta ao lote especial de “cashback”, restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O pagamento será efetuado no decorrer do dia 15 de julho de 2026, na conta do contribuinte vinculada à chave Pix do tipo CPF.

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, pressionado principalmente pelas ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras evitaram um declínio mais forte, em dia de alta do petróleo no exterior. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,25%, a 172.020,68 pontos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia a agenda desta quarta-feira às 9h30, quando se reúne com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto. Ao meio-dia, participa da cerimônia de entrega das Cartas Credenciais, no Palácio Itamaraty. Às 15h, recebe a secretária-geral da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), Rebecca Forattini Lemos Igreja, no Palácio do Planalto. Encerrando os compromissos oficiais do dia, às 16h, reúne-se com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e com o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, também no Palácio do Planalto.

Agenda

Brasil

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08:00 — IPC-S
Período: Semanal

14:30 — Fluxo Cambial
Período: Semanal

Estados Unidos

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15:00 — Ata do Fomc

INTERNACIONAL

Ataque no Estreito

As forças norte-americanas lançaram uma série de ataques contra o Irã, informou o Comando Central dos EUA em uma postagem no X nesta terça-feira, acrescentando que os ataques foram uma resposta ao que, segundo o comando, foram ataques iranianos a três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

+ Navio-tanque atingido

Um navio-tanque de GNL do Catar corria risco de explodir e um navio-tanque de petróleo bruto da Arábia Saudita sofreu danos perto do Estreito de Ormuz nesta terça-feira, levando a Casa Branca a revogar uma licença concedida ao Irã para vender petróleo, em um esforço para amenizar as tensões após uma breve guerra que comprometeu o abastecimento mundial de energia.

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Os ataques interromperam uma frágil distensão entre Washington e Teerã, em vigor desde o final de junho, quando os dois governos concordaram em reabrir o importante estreito após a guerra de três meses que fez os preços da energia dispararem.

BRASIL

Airbnb no Brasil

O estado de São Paulo concentra o maior impacto econômico da atividade do Airbnb no Brasil, com cerca de R$ 34 bilhões movimentados apenas em 2025. O resultado representa um crescimento de mais de 9% em relação ao ano anterior para o estado e de mais de 16% na capital paulista.

As informações são da segunda edição do estudo “Airbnb: Impactos e Benefícios Econômicos no Brasil”, encomendado pela empresa e elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com a metodologia de insumo-produto, que mede como um gasto em um setor puxa outros setores da economia. Os resultados foram compartilhados, com exclusividade, com a reportagem do InfoMoney.

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Flávio em Washington

A equipe ainda tentava registrar imagens do auditório quando veio a primeira advertência da manhã. Integrantes da organização da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) interromperam as fotografias e avisaram que aquele tipo de registro não era permitido antes do início da sessão. A poucos metros dali, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aguardava o início da programação ao lado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que o acompanhou durante toda a audiência.

Sem transmissão ao vivo e diante de um público restrito formado por empresários, advogados, representantes do setor produtivo e integrantes do governo americano, o senador se preparava para a apresentação considerada por aliados como a mais importante de sua viagem a Washington.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)



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