A Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) aprovou nesta quarta-feira, uma proposta orçamentária republicana de US$ 95 bilhões (R$ 481 bilhões) para financiar a guerra com o Irã, além de outras prioridades do governo de Donald Trump, como impor novas restrições eleitorais a poucos meses das eleições legislativas de novembro. A aprovação ocorre em meio à intensificação do conflito com o Irã, que, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190 bilhões) aos cofres públicos.
O plano abriria caminho para uma legislação à prova de obstrução parlamentar, conhecida como Projeto de Lei de Reconciliação, que contornaria a oposição democrata e forneceria até US$ 73 bilhões (R$ 370 bilhões) em financiamento militar adicional, além de US$ 12 bilhões (R$ 60 bilhões) para agricultores afetados pela guerra e US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões) para impor novas e severas restrições ao voto defendidas por Trump.
No mês passado, a Casa Branca requisitou ao Legislativo a liberação de US$ 67 bilhões (R$ 339 bilhões), de forma emergencial, para cobrir os custos do conflito, que segundo a imprensa americana drenou os recursos do Pentágono de forma surpreendente. A resolução responde em grande parte a essa demanda, autorizando a Comissão de Serviços Armados a propor um gasto de US$ 60 bilhões (R$ 304 bilhões) para os anos fiscais até 2036, e a Comissão de Inteligência, um adicional de US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões).












