
O crescimento da frota de carros elétricos trouxe um problema inesperado para parte dos proprietários: seguradoras têm declarado perda total em veículos que sofreram colisões consideradas leves. Um Fiat 500 elétrico, por exemplo, teve perda total determinada após dois amassados no assoalho. Também há relatos semelhantes no Reclame Aqui, como o de um dono de Renault Kwid elétrico: “Meu Renault Kwid elétrico sofreu colisão leve. Foram feitas as vistorias e não houve ressalvas, mas não autorizaram a oficina a iniciar os reparos por causa de perda total. Meu carro está funcionando e a estrutura não foi afetada”. Com informações de Uol.
A explicação passa pelo custo e pela complexidade do reparo. A manutenção de elétricos exige mão de obra especializada e envolve sistemas de alta tensão, o que aumenta o risco e encarece o serviço. “A manutenção é extremamente técnica e, por vezes, traz alto risco de choques elétricos, incêndio e explosão”, afirma Mauricio Gayubas, engenheiro elétrico e doutorando em Gestão Internacional e Inovação.
O consultor Eloy Bressan, dono da EBressan Corretora de Seguros, diz que as seguradoras aplicam a mesma regra usada para veículos convencionais: “Se o orçamento do conserto atinge 75% do valor do veículo, é caracterizada a Perda Total (PT). Caso contrário, o veículo segue para o conserto”. Nos elétricos, a bateria pesa na conta porque costuma ficar no assoalho, área vulnerável em impactos, e pode chegar sozinha a grande parte do valor do carro; em alguns casos, a substituição ultrapassa R$ 200 mil.













