A operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do transporte metropolitano de São Paulo foi normalizada nesta sexta-feira (24). O serviço, que havia sido transferido para a iniciativa privada, retornou ao comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após uma série de interrupções que impactaram a rotina de milhares de passageiros na capital paulista.
Retorno da CPTM e normalização do sistema
A retomada das atividades pela estatal ocorre em um cenário inédito para o transporte sobre trilhos no estado. Esta é a primeira vez que uma intervenção desse tipo é executada em São Paulo, visando estancar os problemas técnicos enfrentados pela concessionária Trivia Trens, que havia assumido a gestão das linhas no início desta semana.
Com a medida, a CPTM reassume a responsabilidade direta pela operação, manutenção e segurança dos passageiros. A expectativa das autoridades é que a estabilidade do sistema seja mantida durante o período de transição, garantindo o fluxo regular de trens nas zonas atendidas pelo serviço.
Impactos do caos operacional na capital
A decisão de intervenção foi motivada pelo colapso registrado na manhã de quinta-feira (23). Problemas severos no fornecimento de energia elétrica paralisaram as composições logo nas primeiras horas do dia, gerando um efeito cascata de superlotação em diversas estações, com maior concentração de passageiros na zona leste.
A situação atingiu um nível crítico quando um incêndio foi registrado em uma das composições nas proximidades da estação Bresser-Mooca. O incidente intensificou a pressão sobre as autoridades para que medidas imediatas fossem tomadas, visando assegurar a integridade dos usuários e a continuidade do serviço público essencial.
Determinação da Artesp e prazos da intervenção
Diante das falhas recorrentes, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em conjunto com o Governo do Estado, oficializou a retomada temporária. A determinação estabelece que a CPTM gerencie as linhas por um prazo de até 90 dias.
Segundo o governo estadual, a medida é uma resposta necessária para garantir a qualidade do serviço prestado à população. O objetivo central é prevenir novas falhas operacionais como as observadas durante os primeiros dias de operação assistida sob a responsabilidade da concessionária privada, assegurando que os padrões de segurança sejam rigorosamente cumpridos.













