Em frente à Águas de Manaus, movimentos sociais protestam contra crise hídrica e cobranças – Amazonas


Neste sábado (4), a partir das 9h, movimentos sociais e coletivos da capital amazonense se reúnem em frente à sede da concessionária Águas de Manaus, no bairro Aleixo, para a 12ª edição da Tribuna das Águas. Organizado pelo Fórum das Águas do Amazonas (FAAM), o evento deste ano traz o tema “A Conta Chegou… e a água é de quem?” e marca os 26 anos do início do processo de privatização do saneamento no estado.

O ato público, que acontece na avenida André Araújo, propõe um espaço de reflexão e denúncia sobre problemas crônicos que afetam a população local, como o racionamento, as tarifas cobradas, a contaminação dos rios amazônicos e a persistente falta de acesso à água potável em diversas comunidades.

A mobilização joga luz sobre o aniversário da venda da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), arrematada em leilão no dia 29 de junho de 2000 pelo grupo francês Suez Lyonnaise des Eaux. Após sucessivas mudanças de controle ao longo das últimas duas décadas, o serviço na capital passou a ser gerido, em 2018, pela Águas de Manaus, empresa que pertence à Aegea Saneamento.

Para a coordenação do FAAM, o avanço do modelo privado não resolveu o déficit de atendimento e agravou as desigualdades de acesso ao recurso na região.

“A crise hídrica em nível global, nacional e local se agrava, a privatização avança e a falta de acesso à água doce e tratada atinge milhões de pessoas”, alerta a pesquisadora Gilmara Santos, coordenadora do fórum e doutoranda na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Segundo a organização, a Tribuna das Águas funciona como uma ferramenta de pressão popular e conscientização. “É um momento de diálogo, de denúncia e de mobilização em defesa da água como direito humano fundamental e bem comum, contra o quadro de ataques aos direitos humanos e da natureza”, conclui Gilmara, convocando a sociedade civil a participar do debate.



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