O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos de vantagem contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, no segundo turno, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). Lula aparece com 44% das intenções de voto, ante 38% de Flávio. Brancos e nulos somam 14% e indecisos, 4%.
Em relação à pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula teve um aumento de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%. É a primeira vez desde as simulações de março que os dois deixam de estar em situação de empate técnico. Flávio, que chegou a estar numericamente à frente de Lula em abril, perdeu força a partir de maio.
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O desempenho do pestista melhorou entre os eleitores que se declaram independentes – e que devem ser cruciais para desequilibrar uma disputa polarizada. Na simulação de segundo turno, ele tem a preferência de 37% desse grupo, enquanto Flávio marca 24%. No levantamento anterior, divulgado em maio, Lula tinha 29% e Flávio, 31%. Desse grupo, 30% disseram que não vão votar e 9% estão indecisos.
A pesquisa divulgada nesta quarta-feira é a primeira do instituto após a revelação de que Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar “Dark Horse“, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No intervalo entre a pesquisa anterior, de maio, e a de agora também teve o encontro de Flávio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. Poucos dias depois da reunião, o governo americano decidiu classificar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e taabém nunciou a aplicação de novo tarifaço sobre produtos brasileiros.
A piora no desempenho de Flávio Bolsonaro, segundo a pesquisa, está relacionada às negociações com Vorcaro. Para 65% dos entrevistados, o senador errou ao pedir para o ex-banqueiro financiar o filme “Dark Horse“. Para 58%, além disso, ele pode estar escondendo envolvimento no caso Master.
Em relação ao novo tarifaço dos EUA, ainda, a pesquisa mostra que 47% concordam com Lula, que acusa Flávio de ter influenciado a decisão do governo americano. Outros 35% acreditam em Flávio, que nega ter feito isso.
Para 47% dos entrevistados, Flávio também teve influência sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Embora 60% acreditem que ambas deveriam ser assim consideradas pelo governo brasileiro, a pesquisa mostra que 53% temem que as punições impostas pelo governo americano prejudiquem bancos e empresas brasileiras.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores acima de 16 anos em todo país entre os dias 5 e 8 de junho. A pesquisa está sob o registro BR-07661/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tem nível de confiança de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Nas simulações de primeiro turno, Lula se mantém na liderança, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 29% – uma queda de quatro pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em maio, quando ele marcava 33%.
Os outros pré-candidatos à Presidência se mantiveram distantes dos dois favoritos. Renan Santos (Missão) registra 3% (antes tinha 2%) e Ronaldo Caiado (PSD) também tem 3% (antes tinha 4%). Aécio Neves (PSDB), que está sendo testado pela primeira vez, marca 2%, mesmo percentual de Romeu Zema (Novo), que na pesquisa anterior registrava 4%. Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Indecisos somam 10% e brancos, nulos ou não vão votar, 9%.
Ainda segundo a pesquisa, 63% dizem que a escolha do candidato é definitiva. Outros 36% afirmam que ainda podem mudar, e 1% não soube ou não respondeu.
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Outros cenários de 2º turno
Nas simulações de segundo turno entre Lula e Zema, o petista venceria por 45% a 35%. Brancos, nulos e os que declararam que não vão votar somam 17%, e nulos, 3%.
O placar de 45% a 35% se repete se o candidato for Ronaldo Caiado. Nesse caso, Brancos, nulos e os que declararam que não vão votar somam 16%, e indecisos, 4%.
Contra Renan Santos, Lula tem vantagem um pouco maior. Vai a 45%, ante 31% do pré-candidato do Missão. Apesar de perder, Santos marcou o melhor percentual desde janeiro. Em abril ele marcava 24%, e em maio registrou 28%. Brancos, nulos e os que declararam que não vão votar somam 20%, e indecisos, 4%.
A pesquisa também indicou um recuo na desaprovação do governo, que agora é de 48%, ante 49% em maio. A aprovação também oscilou positivamente, passando de 46% para 47%.
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A aprovação do governo melhorou entre os eleitores independentes. Nesse grupo, os que disseram desaprovar eram 58% em abril, 52% em maio, e agora são 47%. Uma queda de quase dez pontos percentuais. Já em relação à aprovação, no mesmo período, houve um aumento de 32% para 41%.
Os índices de Lula melhoram no Nordeste, no Sudeste e no Centro-Oeste e Norte. O Sul foi a única região do país em que a desaprovação aumentou e a aprovação diminuiu.
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Os índices do governo também estão melhores entre eleitores de 16 a 34 anos e os que têm renda de até cinco salários mínimos.
Uma melhora entre evangélicos também se destaca. Nesse segmento, em que a direita costuma ter mais força, a desaprovação do governo Lula recuou de 65% para 60%. Já a aprovação aumentou de 30% para 35%. O percentual dos que não souberam ou não responderam se manteve estável, em 5%.
Em relação à avaliação de governo, Lula manteve os mesmos 34% de positivo. Já a avaliação negativa caiu de 39% para 38%. O que avaliaram a gestão do petista como regular somam 26%, ante 25% em maio.
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Os fatores que contribuíram para a melhora no desempenho do governo, segundo a pesquisa, foram a expectativa do efeito do programa Desenrola sobre o endividamento (71% sentiram diferença significativa ou pequeno aumento na renda), a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a percepção de noticiário mais positivo sobre o governo.
Percepção sobre a economia
A pesquisa também mostra que o percentual dos que consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses recuou de 46% para 44%. Os que acham que está do mesmo jeito subiu de 29% para 33%, e os que acham que melhorou caiu de 22% para 20%. Não souberam ou não responderam somam 3%.
Ficou estável, em 69%, além disso, o índice de quem acha que os preços dos alimentos estão mais altos nos mercados. Já o poder de compra, comparado com um atrás, é visto como menor por 67% dos entrevistados, ante 69% que pensavam assim no mês de maio.
Os que acham que está mais difícil conseguir um emprego hoje que há um ano aumentaram de 51% para 53%. Já os que acreditam estar mais fácil, caíram de 38% para 36%. Para 6%, está igual, enquanto que esse mesmo percentual não soube ou não respondem.
Oscilou de 40% para 39% o percentual dos que acham que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses. Os que acreditam que vai haver uma piora aumentaram, de 27% para 29%. Já 26% acham que vai ficar do mesmo jeito. Em maio, eram 28%. Não souberam ou não responderam somam 6%.
Potencial de voto e rejeição
Flávio Bolsonaro aparece na pesquisa Quaest como o pré-candidato com o maior índice de rejeição. Do total de entrevistados, 56% afirmaram que conhecem e não votariam nele. Outros 39% disseram que conhecem e votariam, enquanto 5% não o conhecem.
Aécio Neves, incluído pela primeira vez na pesquisa, aparece como o segundo no ranking de rejeição. Do total de entrevistados, 54% afirmaram que sabem quem ele é, mas não votariam. Outros 14% disseram que conhecem e votariam, e 32% declararam não saber quem ele é.
Lula ficou em terceiro. Do total de entrevistados, 53% afirmaram que conhecem e não votariam no petista. Enquanto 45% disseram que conhecem e votariam. Outros 2% declararam que não o conhecem.
Na sequência, estão Ronaldo Caiado, com índice de rejeição de 32%, e Romeu Zema, com 29%. Renan Santos aparece com 20% de índice de rejeição.













