Desde que as séries da Netflix e os vídeos em redes sociais se tornaram produtos de massa, as operadoras buscam formas de repartir os investimentos nas redes com as plataformas, mas não obtiveram sucesso.
As divergências vieram a público durante um evento ocorrido em Brasília há duas semanas em que o vice-presidente da Claro, Fábio Andrade, acusou Alessandro Molon, presidente da Digia (associação que congrega as grandes plataformas de internet e big techs) de fazer “jogo duplo”.
Andrade disse que não adianta as plataformas defenderem acordos de compartilhamento em público e, nos bastidores, operarem pelo contrário: um projeto de lei que impedirá qualquer tipo de acordo comercial entre teles e plataformas.
“O projeto não barra os acordos”, disse Molon ao UOL. “Ele proíbe qualquer tipo de cobrança sobre o aumento do tráfego gerado pelas plataformas.”
Para Molon, as teles deveriam agradecer pelo aumento do tráfego, porque é isso que gera receita.
As teles, no entanto, afirmam que não podem repassar esse custo para os consumidores, com quem têm relação comercial direta, por força de uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).












