O Guarani atropelou o Amazonas por 5 a 0 neste domingo, 31 de maio de 2026, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela 9ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. A vitória levou o Bugre aos 18 pontos e à liderança provisória da competição, enquanto a equipe amazonense permaneceu com 13 pontos e ainda dentro do G8, mas com queda de rendimento evidente na rodada.
Pressão inicial encaminha a goleada
O Guarani resolveu boa parte do jogo ainda no primeiro tempo. Logo aos 5 minutos, Carlos Eduardo cobrou escanteio pela direita, Willian Farias atacou a primeira trave e abriu o placar de cabeça. O gol cedo deu ao time de Elio Sizenando controle emocional e territorial, além de obrigar o Amazonas a sair mais para o jogo sem conseguir proteger bem os corredores.
A equipe visitante até tentou reagir em alguns momentos, mas encontrou dificuldade para sustentar a posse em zonas perigosas. O Guarani, por outro lado, foi direto quando encontrou espaço. Aos 23 minutos, João Paulo ampliou em cobrança de pênalti, após jogada pela direita e toque no braço de Jhonny Lucas dentro da área. Aos 38, Guilherme Cachoeira escapou pelo lado e cruzou rasteiro para Carlos Eduardo marcar o terceiro.
Meio-campo dá ritmo e amplitude ao Bugre
O placar largo nasceu de uma atuação coletiva consistente. Willian Farias deu presença na bola parada e equilíbrio à frente da defesa, Carlos Eduardo foi decisivo na organização das ações ofensivas e João Paulo apareceu entre linhas para acelerar a circulação. O Guarani não dependeu apenas de volume. Atacou com coordenação, variou bola parada, corredor direito e infiltrações, e puniu quase todos os erros de encaixe do Amazonas.
Mesmo com a saída precoce de Emerson, que sentiu dores no tornozelo após uma trombada e foi substituído por Renan Castro, o time mandante não perdeu estrutura. A recomposição funcionou, e o Guarani manteve superioridade nos duelos laterais. A equipe também soube alternar pressão e controle, sem se expor em excesso depois de construir vantagem confortável.
Amazonas reage pouco e sofre nas transições
O Amazonas teve chances para diminuir quando o jogo ainda estava em 2 a 0 e depois em 3 a 0. Gabriel Cipriano levou perigo em finalização que passou perto, Rafael Tavares criou boa jogada para Marcelo Cirino e Caíque França fez defesa importante. No segundo tempo, Vinícius Leite também parou no goleiro bugrino, e Fabinho assustou pelo alto.
Esses lances, porém, foram insuficientes para mudar a leitura da partida. O time de Rodrigo Santana, em sua estreia no comando, teve dificuldade para proteger a área e sofreu quando perdeu a bola com a defesa aberta. A equipe também cedeu muitas situações em bola parada e cruzamentos, o que ampliou a vantagem técnica e física do Guarani nos momentos decisivos.
Banco mantém intensidade e amplia vantagem
Com o resultado encaminhado, o Guarani reduziu o ritmo em parte do segundo tempo, mas continuou mais perigoso. Rafael Donato ainda acertou a trave em cabeceio após bola parada de Carlos Eduardo. A diferença no banco também apareceu na reta final, quando Kauã Jesus serviu Guilherme Cachoeira, que finalizou com precisão aos 36 minutos.
A goleada foi fechada aos 43 minutos, em contra-ataque. Carlos Eduardo encontrou Hebert, que bateu com desvio e fez o quinto. O lance confirmou uma tarde em que o Guarani teve repertório ofensivo e aproveitamento alto, enquanto o Amazonas não conseguiu ajustar a marcação nem reduzir o dano após o intervalo.
Situação e sequência
O Guarani chega à pausa com 18 pontos, cinco vitórias em nove jogos e o melhor ataque entre os líderes do recorte atualizado, com 20 gols marcados. Mais do que os três pontos, a atuação reforça a candidatura do time a uma vaga sólida na próxima fase, especialmente pela combinação entre bola parada, transição e participação de vários jogadores na construção dos gols.
Para o Amazonas, a derrota pesa pela forma como aconteceu. A equipe segue no G8, mas agora com saldo negativo e pressão maior para recuperar competitividade defensiva.
Na próxima rodada, marcada para 13 de junho, o Guarani recebe o Caxias no Brinco de Ouro, enquanto o Amazonas encara o Anápolis no Carlos Zamith. O 5 a 0 deixa o Bugre em posição de força e obriga a Onça a reagir rápido para não transformar a oscilação em queda na tabela.












