Baiano recebe Aclamação da nata da MPB e pernambucano é escolhido Artista do Ano, além de ganhar prêmios com o projeto Dominguinho
Um arrepiante “Se eu quiser falar com Deus” na voz de Ney Matogrosso dava a entender que seria o grande momento da homenagem a Gilberto Gil na noite de terça-feira, no encerramento da festa de entrega do Prêmio Multishow 2025. Ledo engano: ainda teve “A paz”, no vídeo, com Chico Buarque, Herbert Vianna, Maria Bethânia… e Roberto Carlos. E o velho amigo Caetano Veloso, substituindo Ney no palco, para um terno “Drão”. Com seu troféu nas mãos, Gil resolveu que, depois disso tudo, o melhor naquela noite de premiações era falar dos “seguimentos e prosseguimentos” da música brasileira.
“Aqui chegamos e daqui prosseguimos, muito obrigado!”, disse o cantor e compositor (que passou 2025 correndo o Brasil com sua turnê de despedida Tempo Rei), antes de cantar, com a banda do espetáculo, suas canções “Toda menina baiana” e “Andar com fé”.
Em uma cerimônia ágil – pela primeira vez transmitido ao vivo simultaneamente pela TV Globo, Multishow e Globoplay – o Prêmio Multishow foi além de Gil, em sua missão de dar conta, em tempo limitado, da diversidade e riqueza da música brasileira de 2025.
A abertura da noite foi feita com o pandeiro de Marcos Suzano e as participações de vários artistas da música brasileira, em vídeo, no clássico de Jackson do Pandeiro “Chiclete com banana”. O mote da celebração – a música que mexe com o Brasil – foi lembrado pelos apresentadores Tadeu Schmidt e Kenya Sade, na tentativa de definir um ano em que a música brasileira foi mais misturada – mais chiclete com banana e geleia geral – do que nunca.
Dominguinho, de João Gomes (anunciado antes da homenagem a Gil como o Artista do Ano), Jota.pê e Mestrinho, um dos grandes sucessos de 2025, fez a primeira apresentação da noite – e logo depois recebeu o prêmio de forró e piseiro do ano por “Beija-flor”. O trio ainda ganharia o prêmio de capa do ano e um dos principais da noite, o de álbum do ano, em momento consagrador de uma trajetória curta, mas destinada a voos altos.
Dominguinho: Mestrinho (à dir), João Gomes e Jota.pê — Foto: Divulgação/Multishow
- Álbum do Ano: Dominguinho – João Gomes, Mestrinho e Jota.pê
- Artista do Ano: João Gomes
- Capa do Ano: Dominguinho – João Gomes, Mestrinho e Jota Pê
- Produção Musical do Ano: Pretinho da Serrinha
- Instrumentista do Ano: Mestrinho
- Axé e Pagodão do Ano: O Baiano Tem o Molho – O Kannalha
- Arrocha do Ano: Resenha do Arrocha – J Eskine e Alef Donk
- Gospel do Ano: Fé para o impossível – Eli Soar
- DJ do Ano: Papatinho
- Forró e Piseiro do Ano: Beija Flor – João Gomes, Mestrinho, Jota.pê
- Funk do Ano: Bota Um Funk – Pedro Sampaio, Anitta e MC GW
- Música Urbana do Ano: Cacos De Vidro (sample: Esperar pra ver) – BK, Kolo, Evinha
- MPB do Ano: Apocalipse – Luedji Luna, Seu Jorge, Arthur Verocai e Fejuca
- Pop do Ano: Numa Ilha – Marina Sena
- Rock do Ano: Dig Dig Dig Rmx / Duas Cidades – Planet Hemp, Baiana System
- Samba e Pagode do Ano: P do Pecado – Menos É Mais e Simone Mendes
- Sertanejo do Ano: Tubarões – Diego & Victor Hugo
- Brega do Ano: Foguinho – Gaby Amarantos
Categorias definidas por voto popular
- Show do Ano: 20 anos – Jorge & Mateus
- Clipe TVZ do Ano: Sua Boca Mente (You’re Still The One) – Zé Felipe e Ana Castela
- Hit do Ano: P do Pecado – Menos é Mais e Simone Mendes
- Revelação com Orgulho Itaipava: Danilo & Davi
- Categoria Brasil: Benzadeus (Centro-Oeste)












