Ibovespa futuro, dólar e notícias corporativas


Publicado às 9h30 – atualizado às 10h06 com notícia da Vale 

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDQ26 contrato com vencimento para 19 de agosto de 2026) abriu em alta nesta segunda-feira, 27. Às 10h06 subia 0,26% aos 175.195 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 10h05 o dólar comercial subia 0,23% cotado a R$ 5,093 na venda.

Bolsas, petróleo e bitcoin (9h24)

Petróleo Brent: -6,70% (US$ 90,3). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +0,25% (US$ 65.230)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,36% (US$ 4.086)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,27% a 741 iuanes (US$ 109,42). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h23 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 1,02% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,78%. Nasdaq futuro subia 1,26%.

Notícias corporativas desta manhã:

Vale informa sobre a renúncia do vice-presidente do conselho de administração 

A Vale (VALE3) informou nesta segunda-feira, 27, que recebeu, nesta data, carta por meio da qual Marcelo Gasparino da Silva comunica sua renúncia aos cargos de membro e de vice-presidente do conselho de administração da companhia, com efeitos a partir de 1º de agosto de 2026. 

Diante desse fato, nos termos do Estatuto Social da Vale e da legislação aplicável, o conselho de administração avaliará, nos próximos dias, com o apoio do comitê de indicação e governança, as providências necessárias, afirmou a Vale em um comunicado ao mercado.

No último dia 22 de julho a mineradora havia anunciado a destituição de Gasparino por vazamento de informações.

JSL (JSLG3) divulga a prévia dos resultados do segundo trimestre de (2T26). 

A JSL (JSLG3) divulgou nesta segunda-feira, 27, a prévia dos resultados do segundo trimestre de (2T26). 

A Receita Bruta totalizou R$ 2,94 bilhões no 2T26, alta de 5,5% em relação ao segundo trimestre de 2025 (2T25). 

A Receita Bruta de Serviços somou R$ 2,85 bilhões no 2T26, alta anual de 6,3%.  

Ainda segundo a companhia, foi o 5° trimestre consecutivo de redução de alavancagem (Dívida líquida/Ebitda UDM), que ficou em 2,7x no 2T26. No segundo trimestre de 2025 foi de 3,2x. A JSL explicou que a alavancagem desconsidera a reversão da provisão do Sistema S, ocorrida no segundo trimestre de 2024 (2T24) e nova provisão referente ao Sistema S ocorrida no primeiro trimestre (1T26). 

A JSL divulgará os resultados do segundo trimestre de (2T26) em 12 de agosto. 

CSN Mineração anuncia aditamento a programa de recompra de ações; montante poderá chegar a 100 milhões de ações

O conselho de administração da CSN Mineração (CMIN3) aprovou nesta segunda-feira, 27, o aditamento ao programa de recompra de ações de emissão da companhia originalmente aprovado em 19 de maio de 2026, para incluir um adicional de até 50 milhões de ações ordinárias em relação ao montante originalmente aprovado, totalizando o montante de até 100 milhões de ações ordinárias.

O prazo do programa de recompra permanece inalterado, com encerramento das aquisições previsto para 19 de novembro de 2027, considerando sua duração de 18 meses a partir de 19 de maio de 2026.

O programa de recompra de ações tem por objetivo a aquisição de ações ordinárias de emissão da própria mineradora, respeitados os limites legais e com base em recursos disponíveis, para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento.

WEG anuncia contrato com a Engie para fornecimento de equipamentos da expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara

A WEG (WEGE3) informou nesta segunda-feira, 27, que foi contratada pela Engie Brasil Energia (EGIE3) para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da potência da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre os Estados de Minas Gerais e São Paulo, no município de Rifaina (SP).

O projeto prevê um investimento total de R$ 1,2 bilhão, que permitirá ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW, por meio da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência.

O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030.

“A expansão da Usina Jaguara reforça o papel estratégico das hidrelétricas no cenário de transição energética considerando sua contribuição fundamental para o atendimento das altas demandas de energia no horário de ponta, garantindo a segurança energética do Brasil”, afirmou a WEG, destacando que sua participação na expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara evidencia a capacidade da companhia de desenvolver e fornecer soluções completas para projetos estratégicos do setor elétrico.

Americanas sobre procedimento arbitral: proferida decisão extintiva que homologou a desistência dos requerentes 

A Americanas (AMER3) informou sobre os desdobramentos do procedimento arbitral que tramita na Câmara de Arbitragem do Mercado, no qual houve desistência pelos requerentes dos pedidos formulados contra a companhia. 

Em 16 de julho de 2026, foi proferida decisão extintiva que homologou a desistência dos requerentes e extinguiu o procedimento sem julgamento do mérito. 

A varejista afirmou que a decisão ainda condenou os requerentes a reembolsarem a varejista pelas despesas incorridas com a arbitragem, que incluem custas administrativas, honorários dos árbitros e honorários do Comitê de Impugnação. 

Ainda de acordo com a companhia, foram rejeitados os pedidos de condenação dos requerentes ao reembolso de honorários contratuais de advogado, ao pagamento de honorários de sucumbência e ao pagamento de multa por litigância de má-fé. A decisão está sujeita a pedidos de esclarecimentos. 

No âmbito do processo, investidores, liderados pelo Instituto Íbero-Americano da Empresa, pediam indenização de R$ 500 milhões à varejista em arbitragem devido ao escândalo contábil envolvendo a Americanas. 

A Americanas está em recuperação judicial.

Notícias do fim de semana:

O blog de Lauro Jardim, no O Globo, divulgou neste domingo, 26, que os irmãos Wesley e Joesley Batista estão se movimentando em direção à mineradora Vale (VALE3). De acordo com o jornalista, eles têm planos para serem os maiores acionistas individuais da Vale.

O blog reportou que o plano inicial era repassar metade de suas minas em Corumbá à Vale por R$ 2 bilhões, trocando-as por ações da empresa, e aportar mais alguns bilhões de reais para virarem um dos acionistas de referência da mineradora. Mas o negócio não avançou. Mesmo assim, segundo o Lauro Jardim, a dupla continua “sonhando com a Vale”.

Wesley e Joesley Batista são acionistas da holding J&F, que controla a LHG Mining, JBS, Âmbar Energia, Eldorado Brasil, e a Flora.

A LHG Mining possui um dos maiores potenciais de expansão da indústria global de mineração, destaca o site da companhia. Nas minas Urucum e Santa Cruz, localizadas, respectivamente, em Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, a empresa explora uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo, com teor de ferro superior a 65% e baixos níveis de contaminantes, e manganês. A produção anual é de 12 milhões de toneladas, informa o site da LHG.

A holding J&F faz parte do Grupo J&F, que possui em seu portfólio de investimentos empresas como PicPay, Banco Original, Fluxus, Canal Rural e MGAS.

O conselho de administração da Brava (BRAV3) aprovou o parecer fundamentado a respeito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) para aquisição de controle da Brava lançada pela Ecopetrol.

“Por meio do parecer, o conselho de administração manifestou recomendação favorável à aceitação da OPA pelos acionistas da companhia, observadas as considerações, fundamentos e ressalvas constantes do parecer”, afirmou a petroleira em um fato relevante enviado ao mercado na noite de sexta-feira, 24.

O conselho de administração ressaltou que é de responsabilidade exclusiva de cada acionista a decisão final sobre a aceitação ou não da OPA, recomendando-se a leitura integral do edital, do parecer e dos demais documentos da oferta.

A Ecopetrol pretende adquirir 116,1 milhões de ações da Brava, equivalentes a cerca de 25% do capital social da petroleira brasileira.

Somadas às ações já contratadas por meio do acordo de compra e venda (SPA), a Ecopetrol passará a deter 51% da Brava.

A Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) registrou carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), aumento de 7% em relação ao recorde histórico registrado no trimestre anterior e de 16% na comparação anual.

A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26 considerando todas as unidades de negócios. O resultado representa um aumento de 48% em relação às 44 aeronaves entregues no 1T26 e de 7% na comparação com as 61 aeronaves entregues no 2T25.

No primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia realizou 109 entregas, aproximadamente 20% acima das 91 aeronaves entregues no mesmo período do ano anterior.

As entregas do 1S26 corresponderam a aproximadamente 42% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de Aviação Executiva e Aviação Comercial combinadas, ficando 8 pontos percentuais acima da média histórica de 34% para o período considerando os últimos 5 anos.

“Esse desempenho reflete o progresso contínuo das iniciativas da companhia voltadas ao nivelamento da produção”, afirmou a fabricante brasileira.

A Aviação Comercial registrou uma carteira de pedidos de US$ 15,1 bilhões no 2T26, um crescimento de 1% em relação ao 1T26 e 15% comparado ao 2T25.

Durante o trimestre, a Azorra realizou um novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2, reforçando ainda mais sua parceria estratégica com a Embraer. Com esse contrato, o programa E2 ultrapassou a marca de 500 pedidos firmes, com presença em todos os continentes.

A Aviação Executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,8 bilhões no 2T26, representando um aumento de 3% em relação ao 1T26 e 5% na comparação anual.

A divisão entregou 45 aeronaves no trimestre, representando um aumento de 18% em relação às 38 aeronaves entregues no 2T25. Do total das entregas por categoria, 24 aeronaves foram do segmento de jatos pequenos e 21 no segmento de jatos médios.

No segmento de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 6,1 bilhões no 2T26, com crescimento de 39% na comparação trimestral e 42% na comparação anual. O principal destaque do período foi a aquisição do C-390 Millennium pela Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, por meio de um acordo histórico contemplando 10 aeronaves firmes e 10 opções de compra, fortalecendo as capacidades estratégicas de transporte aéreo da região. “Este marco representa o maior pedido internacional já realizado por um único país para o C-390 Millennium e sinaliza a entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio”, destacou a Embraer. Como consequência, o segmento de Defesa & Segurança encerrou o período com um índice de vendas por receita de 2,6x nos últimos 12 meses.

Não houve entregas no segmento de Defesa & Segurança durante o trimestre.

Atualmente, a Embraer possui 42 pedidos firmes para as aeronaves de transporte militar KC-390 Millennium e 27 pedidos firmes para a aeronave de ataque leve A-29 Super Tucano.

As seleções do KC-390 pela Eslováquia (3 aeronaves) e pela Lituânia (3 aeronaves) não estão incluídas na carteira de pedidos, uma vez que os contratos ainda não estão efetivos ou permanecem em negociação.

A agência de classificação de risco Fitch afirmou na sexta-feira, 24, os ratings nacionais de longo prazo da Ânima Holding (ANIM3) e de suas sétima e oitava emissões de debêntures em ‘AA(bra)’. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.

Segundo a Fitch, o rating da Ânima reflete sua sólida posição na indústria de educação superior privada no Brasil, com importante participação de mercado em cursos de medicina.

A afirmação incorpora a recém anunciada aquisição da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), atualmente em recuperação judicial, cujo fechamento está sujeito a aprovações regulatórias.

Segundo a agência, o atual balanço da Ânima permite absorver a transação sem pressionar significativamente seu perfil de crédito, mas reduz o espaço para novas movimentações estratégicas e acrescenta riscos de execução associados à integração de um ativo que ainda se encontra em recuperação judicial.

A perspectiva “estável” reflete a expectativa de que a Ânima manterá indicadores de crédito compatíveis com o rating atual e poderá refinanciar com sucesso os elevados volumes de dívida a vencer em 2027.

Divulgam resultado do 2T26 nesta segunda-feira, 27:

Telefônica Brasil, TIM Brasil – após o fechamento do mercado.

Tem ‘data de corte’ para JCP nesta segunda, 27:

A data de corte para ter direito aos juros sobre o capital da Telefônica Brasil anunciados em 16 de julho, é nesta segunda-feira, 27. A partir de terça, 28, as ações serão negociadas ex-JCP.  O valor líquido por ação é R$ 0,12. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Prio3, Ggbr4, Vale3, Tims3, Jhsf3, e de Alos3. Acesse aqui o vídeo.

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