O acordo tem três pilares. O primeiro é dinheiro novo: uma injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, holding de Rubens Ometto.
O segundo é a conversão de dívida em ações: 45% da dívida reestruturada vira participação acionária, a R$ 0,25 por ação. O terceiro é a divisão da empresa em duas.
O mandato de Lorival mostra por que o cargo é sensível. Pela ata, ele ficará no posto até a implementação do chamado plano de segregação. Se o plano de desinvestimento demorar mais, continuará na função até a conclusão desse segundo processo.
Em termos simples, a Raízen será dividida em duas empresas: Raízen Energia e Raízen Combustíveis.
O objetivo declarado é separar os ativos biológicos e industriais — como canaviais e usinas — dos riscos do negócio de distribuição de combustíveis, ligado à bandeira Shell no Brasil. Essa segregação está prevista para ocorrer até 31 de dezembro de 2027.
O plano também prevê a venda de ativos da Raízen Energia, incluindo operações de energia, ativos não essenciais e usinas, além de uma potencial busca por investidor para a Raízen Combustíveis.













