Pão é ultraprocessado? Sistema criado pela USP ajuda a identificar alimentos prejudiciais à saúde; entenda


Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o sistema NOVA de classificação dos alimentos se tornou uma das principais referências internacionais para entender o impacto dos ultraprocessados na saúde. A metodologia divide os produtos em quatro categorias, de acordo com o nível de processamento, e tem sido usada em estudos que apontam associação entre o consumo elevado desses alimentos e maior risco de pressão alta, doenças cardiovasculares, infartos, derrames e morte precoce.

A participação de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 80, passando de 10% para 23%, segundo a USP. A presença desses produtos na dieta é explicada, em parte, pela praticidade, pelo apelo ao consumidor e pelo forte investimento em marketing. Entre os exemplos mais comuns estão presunto, salsichas, pães produzidos em larga escala, cereais matinais, sopas instantâneas, salgadinhos, biscoitos, sorvetes, iogurtes saborizados, refrigerantes e algumas bebidas alcoólicas, como uísque, gim e rum.

Pelo sistema NOVA, os alimentos são divididos em quatro grupos. O primeiro reúne os in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, leite, peixe, leguminosas, ovos, castanhas e sementes. O segundo inclui ingredientes processados usados no preparo de outros alimentos, como sal, açúcar e óleos. O terceiro abrange alimentos processados, produzidos a partir da combinação dos dois primeiros grupos, como geleias, picles, frutas e vegetais enlatados, pães caseiros e queijos.



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