Petrobras (PETR4) atropela Exxon e Shell e vira a petroleira mais lucrativa do mundo


Se você olhou apenas para o pregão da B3 após o balanço da Petrobras (PETR4), deve ter sentido um clima de copo meio vazio. O investidor local focou na queda do lucro em reais e na justificativa da diretoria de que a disparada do petróleo — inflada pelas tensões bélicas envolvendo o Irã — ainda não foi totalmente capturada nos resultados deste primeiro trimestre. 

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Entre janeiro e março deste ano, a estatal reportou lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, o que representou uma alta de 109,9% na comparação trimestral, mas, em termos anuais, houve queda de 7,2%. Você pode conferir aqui o desempenho da Petrobras no período

Mas quando tiramos a lupa do cenário doméstico e olhamos para o tabuleiro global, a história muda de tom. De acordo com um levantamento da Elos Ayta, a Petrobras não apenas jogou o jogo: ela venceu os gigantes. 

Petrobras: a rainha do lucro (em dólar) 

A Petrobras terminou o primeiro trimestre de 2026 como a petroleira mais lucrativa do mundo, em dólares, entre as companhias com valor de mercado superior a US$ 50 bilhões, de acordo com o levantamento.

Com um lucro líquido de US$ 6,25 bilhões, a Petrobras deixou para trás nomes que costumam dominar o setor. A tabela abaixo traz o ranking das dez petroleiras que mais lucraram no primeiro trimestre de 2026, em dólares: 

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Empresa  País de origem  Lucro líquido no 1T26  
Petrobras  Brasil  US$ 6,257 bilhões 
Shell  Inglaterra  US$ 5,694 bilhões 
Exxon Mobil  EUA  US$ 4,183 bilhões 
BP  Inglaterra  US$ 3,842 bilhões 
Occidental Petroleum  EUA  US$ 3,345 bilhões 
Equinor  Noruega  US$ 3,106 bilhões 
Chevron  EUA  US$ 2,210 bilhões 
ConocoPhillips  EUA  US$ 2,183 bilhões 
EOG Resources  EUA  US$ 1,980 bilhão 
Suncor Energy  Canadá  US$ 1,511 bilhão 
Fonte: Elos Ayta

Para se ter uma ideia da reviravolta, no mesmo período do ano passado, a Exxon liderava o grupo com folga, registrando US$ 7,71 bilhões contra US$ 6,13 bilhões da brasileira. 

O pulo do gato da Petrobras 

Como uma empresa que viu seu lucro cair em reais — de R$ 35,2 bilhões para R$ 32,6 bilhões — consegue liderar o ranking mundial em dólares? A resposta está no bolso e no câmbio. 

A valorização do real frente à moeda norte-americana foi o grande diferencial. Enquanto no primeiro trimestre de 2025 o dólar Ptax médio rodava na casa dos R$ 5,85, no primeiro trimestre deste ano a média caiu para R$ 5,26. 

A lógica é simples: na conversão para a moeda que o investidor estrangeiro usa para comparar ativos, o lucro da Petrobras engordou, enquanto gigantes norte-americanas e europeias enfrentaram trimestres mais magros operacionalmente. 

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Eficiência no fundo do mar 

Nem só de câmbio vive a liderança. O estudo da Elos Ayta reforça que a produtividade dos campos do pré-sal continua sendo o seguro de vida da Petrobras.  

Mesmo com a volatilidade geopolítica no Oriente Médio mexendo com os preços do barril no fim do trimestre, os ativos offshore brasileiros mantêm um custo de extração (lifting cost) extremamente competitivo. 

Por que o mercado não celebrou? 

Apesar do topo do pódio global, o investidor brasileiro manteve a cautela por dois motivos principais: delay dos preços e comparação interna. 

Na divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, a Petrobras admitiu que o efeito do petróleo mais caro devido ao conflito no Irã ainda não foi totalmente sentido no desempenho operacional do trimestre. 

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Além disso, em reais, o recuo nominal do lucro líquido gerou ruído sobre a manutenção do ritmo de dividendos e investimentos. 

Na ocasião, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, sinalizou que o pagamento de dividendos extras aos acionistas não deve ocorrer. 

“Não acreditamos que este ano tenha condições de existir dividendos extraordinários”, disse durante videoconferência com analistas. 

Ao falar da captura da volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional, o executivo ponderou que a prioridade segue sendo investimento, mesmo diante de receitas adicionais no curto prazo. 

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“O nosso drive continua sendo o que a gente declarou no nosso planejamento estratégico da companhia”, afirmou Melgarejo, ao destacar que vê o Brent — petróleo usado como referência internacional — “bastante volátil” e que acredita em aumento do preço até o fim do ano em relação ao que foi usado no planejamento estratégico. 

Ele reforçou que o Brent de equilíbrio continua sendo US$ 59, independente do preço no futuro. Atualmente, o barril está sendo negociado na casa dos US$ 106. 

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