Polícia Civil deflagra Operação Tormenta e desarticula esquema milionário de extorsão por agiotagem no Amazonas


A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), deflagrou, na manhã de quinta-feira (12/02), a Operação Tormenta, que resultou na desarticulação de um esquema milionário de agiotagem envolvendo práticas de extorsão, ameaças, lavagem de dinheiro e outros crimes no estado. Entre os alvos estão empresários, cobradores e um funcionário de uma instituição religiosa.

Foram presos Elton Campos Cardoso, de 34 anos; Íkaro Michel Pessoa, de 35; Ismael Geandre Souza Azevedo, de idade não informada; Jackson Josué Farias Carvajal, de 33; Paulo Sérgio Ramos Pacheco, de 36; Rick dos Santos Brandão, de 41; e Wallace Matos dos Santos, de 42. Outros três envolvidos seguem sendo procurados.

De acordo com o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, a operação é resultado de investigações iniciadas há cerca de 20 dias, após uma servidora pública denunciar ameaças sofridas por integrantes de diferentes grupos criminosos ligados à prática de agiotagem.

“Identificamos pelo menos quatro grupos criminosos que atuavam com empréstimos clandestinos, cobrando juros exorbitantes que chegavam a ultrapassar 50% do valor da dívida ao mês. O grupo escolhia, preferencialmente, servidoras públicas de tribunais do Estado como alvos, obtendo vantagens financeiras por meio de extorsões e graves ameaças”, explicou o delegado.

Conforme Cícero Túlio, dez pessoas foram identificadas como envolvidas diretamente nas práticas criminosas. Os suspeitos realizavam cobranças de forma violenta, além de monitorar as vítimas nas proximidades de prédios de órgãos públicos. Também havia indícios de planejamento de ataques contra veículos oficiais.

“Além das cobranças ilegais, os investigados se apropriavam de bens das vítimas, como veículos, joias, eletrônicos e imóveis, bem como retinham documentos pessoais e cartões bancários. Em alguns casos, chegavam a administrar aplicativos bancários das vítimas para subtrair valores diretamente de seus vencimentos”, detalhou.

As investigações também apontaram que, para ocultar e dissimular os recursos de origem ilícita, o grupo utilizava empresas de fachada, para as quais os valores eram direcionados.

“Com base nas informações levantadas, representamos pela prisão preventiva dos dez investigados, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão de veículos utilizados na dissimulação e lavagem de capitais. Todas as medidas foram deferidas pelo Poder Judiciário”, acrescentou o delegado.

Material apreendido

Durante a operação, deflagrada entre quarta e quinta-feira (11 e 12/02), foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de bloqueio judicial de ativos financeiros em contas dos investigados e de empresas ligadas ao grupo criminoso.

“Houve a apreensão de 30 veículos, R$ 17 mil em espécie, cinco armas de fogo, centenas de munições de diversos calibres, além de grande quantidade de documentos de identidade e Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) pertencentes às vítimas”, informou Cícero Túlio.

Também foram apreendidos computadores, aparelhos celulares e contratos fraudulentos que simulavam a compra de imóveis utilizados como garantia das dívidas.

Procedimentos

Os envolvidos responderão pelos crimes de associação criminosa, usura, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, porte e posse de arma de fogo de uso restrito, falsa identidade e lavagem de capitais. Todos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

Procurados

A PC-AM divulga as imagens de Bruno Luan Oliveira Vasquez, Gustavo da Silva Albuquerque e Paulo Selen Ramos Xaud apontados como integrantes do grupo criminoso.

Denúncias podem ser feitas pelos números (92) 99118-9177, disque-denúncia do 1º DIP; (92) 3667-7575 e 197, da PC-AM; e 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

FOTOS: Erlon Rodrigues e Divulgação/PC-AM.



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