No século 15, Bruges perdeu o protagonismo para Antuérpia, que se tornou, segundo alguns pesquisadores, a “primeira capital global dos negócios”. Ambas as cidades se especializaram em fazer mais do que apenas receber os negociantes estrangeiros.
Os estalajadeiros belgas ofereciam abrigo aos viajantes e os ajudavam a trocar mercadorias e vender seus produtos. Coletavam informações dos viajantes e assim conseguiam divulgar as taxas de câmbio em centros bancários como Paris, Veneza e Londres.
Uma dessas famílias era a Van der Beurze (ou Buerse), que por gerações recebeu mercadores internacionais. Cada grupo tinha suas próprias ‘casas nacionais’ na praça em frente à hospedaria do clã, de onde saíam para negociar.
Nos anos 1530, Antuérpia já havia ultrapassado Bruges como capital dos negócios. A cidade tinha mais de 100 mil habitantes, dos quais boa parte eram negociantes estrangeiros, como portugueses, espanhóis, italianos e ingleses.
Nessa época, a cidade construiu um prédio pensado para exercer as funções que as hospedarias, como a dos Van der Beurze, vinham tendo. Acredita-se que, como a família de Bruges era a grande referência do setor, seu nome batizou esse novo tipo de estabelecimento.
O brasão da família continha três bolsinhas amarradas, representando seu nome em flamengo (“buerzen”), grego (“birsa”) e latim (“bursa”). Por isso, a palavra “bolsa” ganhou esse novo significado.













