O PT do Amazonas decidiu nesta segunda-feira (20 de julho) realizar a convenção da federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) no dia 1º de agosto, das 8h às 12h, no Clube do Trabalhador do Sesi, em Manaus.
Mais do que definir data, local e horário do ato, a direção estadual aproveitou o momento para transmitir um recado político: o partido chega às convenções unido, apesar do impasse que ainda cerca a composição da chapa majoritária para o Senado.
O presidente estadual do PT, Sinésio Campos, fez questão de rebater qualquer especulação sobre divisões internas.
Em conversa com o BNC Amazonas, ele afirmou que todas as decisões recentes da legenda foram tomadas por consenso. E procurou mostrar que a unidade partidária é hoje uma das marcas da sigla no estado.
“O PT nunca esteve tão unificado nas suas decisões. Todas as decisões que a gente toma são por unanimidade. Não existe racha nenhum”, afirmou.
A demonstração de unidade não ficou apenas no discurso. Durante a conversa com a reportagem, Campos reuniu dirigentes de diferentes correntes internas do partido, entre eles o ex-assessor Luiz Borges, de quem está politicamente afastado desde as eleições de 2022. O gesto foi para reforçar sinal de pacificação interna às vésperas da campanha eleitoral.
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Se internamente o PT procura demonstrar coesão, na chapa majoritária ainda existe uma pendência importante.
A federação Brasil da Esperança já definiu apoio à candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas. O mesmo, porém, não ocorreu em relação à disputa pelo Senado.
A direção estadual aprovou o nome do ex-deputado federal Marcelo Ramos para representar a federação. Entretanto, como o MDB defende a candidatura à reeleição do senador Eduardo Braga e não houve entendimento entre os partidos, a decisão foi remetida à direção nacional da federação.
Segundo Campos, a definição sobre candidaturas majoritárias cabe às instâncias nacionais.
“A candidatura majoritária é deliberada pela direção nacional. Nós aprovamos o nome de Marcelo Ramos para o Senado, mas, como não houve consenso com o MDB, remetemos essa decisão para a nacional”.
A expectativa é que o impasse seja resolvido antes da realização das convenções partidárias.
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Entrevista antes da convenção
Campos disse ainda que o PT convocará uma entrevista de imprensa antes da convenção para apresentar oficialmente o posicionamento político da legenda e da federação sobre as eleições.
Segundo ele, a intenção é reunir os pré-candidatos da federação e detalhar as decisões políticas tomadas pela direção partidária.
Contexto
A definição da convenção ocorre em meio às negociações que envolvem a composição da aliança liderada por Omar Aziz.
Como o BNC Amazonas mostrou nas últimas semanas, o PT insiste em manter Marcelo Ramos como candidato ao Senado pela federação. O ex-deputado chegou a discutir com a militância petista a possibilidade de retirar sua pré-candidatura, diante da resistência do MDB em dividir a chapa majoritária.
Sem acordo entre os partidos, a decisão foi encaminhada para a direção nacional da federação, que deverá arbitrar a composição definitiva da aliança antes do encerramento do calendário das convenções.
Enquanto essa definição não chega, o PT amazonense procura consolidar uma imagem de unidade interna, transformando a convenção do dia 1º de agosto não apenas em um ato de homologação de candidaturas, mas também em uma demonstração de força política da esquerda no Amazonas.
Foto: Divulgação












