Todos os 26 Estados e o Distrito Federal acompanharam a alta observada na média brasileira e registraram valores maiores na comparação de 2025 com 2024. Apesar disso, as desigualdades regionais permanecem no país. Dezessete das 27 unidades da federação têm rendimento médio domiciliar per capita abaixo da média nacional de R$ 2.264.
A base para o cálculo é o chamado rendimento de todas as fontes. O montante inclui valores recebidos como rendimento de trabalho, mas também de outras origens, como aposentadorias, alugueis, aplicações financeiras e programas sociais. Para chegar ao valor da renda per capita, é preciso somar o rendimento de todos os moradores do domicílio e dividir pelo número de pessoas, incluindo crianças e idosos.
A maior renda per capita no Brasil foi mais uma vez do Distrito Federal, de R$ 4.401, o que corresponde a 3,6 vezes o valor do Maranhão, último colocado no ranking, com R$ 1.231. Sete Estados têm renda média per capita abaixo dos R$ 1.500.
Na análise por grandes regiões, Nordeste e Norte apresentaram os menores valores (R$ 1.470 e R$ 1.558, respectivamente), enquanto o Sul possuía o maior rendimento (R$ 2.734), seguido por Sudeste (2.669) e Centro-Oeste (R$ 2.712).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Todos os rendimentos, do IBGE, também calcula o chamado índice de Gini, que é principal referência para se observar a disparidade de renda.
Em 2025, o índice de Gini foi de 0,511 no Brasil. O indicador varia de 0 e 1. Quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda naquele local.
Na análise regional, o Centro-Oeste foi a região com a maior desigualdade (0,506), enquanto o Sul foi a de menor (0,458).












