Seminário da UEA debate cultura, patrimônio e economia no Centro Histórico de Manaus


Foto: Divulgação

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH), promoveu nos dias 10 e 11 de junho o seminário “Diálogos Cultura e Economia”, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e membros da comunidade para discutir as conexões entre cultura, patrimônio, memória, economia e desenvolvimento urbano no Centro Histórico de Manaus.

Realizado no auditório da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), o evento integrou as atividades de extensão vinculadas à disciplina Introdução às Ciências Contábeis, do curso de Ciências Econômicas, e teve como foco aproximar os alunos da realidade social, cultural e econômica da capital amazonense.

Coordenado pela professora doutora Lúcia Puga e pelo professor mestre Mauro Augusto Dourado, o seminário resultou de um projeto de extensão que levou estudantes do primeiro período de Economia a uma imersão no Centro Histórico de Manaus. Durante as atividades de campo, os acadêmicos realizaram observações, entrevistas e registros audiovisuais para compreender as dinâmicas que moldam a região.

Segundo a professora Lúcia Puga, a proposta buscou aproximar teoria e prática. “A importância desse evento para os alunos é que eles possam ter uma vivência de Centro Histórico e coloquem em prática os conhecimentos estudados, analisando a realidade e compreendendo as interfaces existentes entre cultura e economia”, afirmou.

A programação contou com a exibição de vídeos produzidos pelos próprios estudantes, abordando temas como patrimônio cultural, religiosidade, memória, lazer, relações comerciais, consumo, sociabilidades urbanas e até astronomia. Os trabalhos foram resultado das experiências de campo desenvolvidas ao longo do semestre.

Além da mostra audiovisual, o seminário promoveu mesas de diálogo com especialistas de diferentes áreas. Participaram o economista Luciano Balbino, pesquisador dos temas inovação, empreendedorismo e desenvolvimento econômico; a arqueóloga Tatiana Pedrosa, referência em patrimônio e memória; o consultor em desenvolvimento sustentável e ESG Jorge Edson Garcia; e o arqueólogo Samuel Luzeiro Lucena de Medeiros, pesquisador do patrimônio histórico e arqueológico da Amazônia.

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O estudante Roger Costa, do primeiro período de Ciências Econômicas, destacou o impacto da experiência na formação acadêmica. “Este projeto é enriquecedor e contribui para a vida acadêmica e social dos alunos. Quando falamos de economia juntamente com cultura, estabelecemos uma ligação muito forte, principalmente no estado em que vivemos”, observou.

Para o coordenador do curso de Economia, professor Armando Clovis, iniciativas como essa fortalecem o papel da universidade na formação dos estudantes. “São calouros que já estão se inserindo na pesquisa e na extensão, que são funções essenciais da universidade. Eles foram a diferentes pontos da cidade, realizaram entrevistas e pesquisas em espaços culturais. Isso é muito importante para a formação acadêmica”, destacou.

Mais do que uma atividade acadêmica, o seminário buscou aproximar universidade e sociedade, valorizando os saberes locais e promovendo reflexões sobre o futuro das áreas históricas urbanas da Amazônia, a partir das experiências de quem vive, trabalha e circula diariamente pelo Centro de Manaus.

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