A pauperização avança no estado do Amazonas


A informalidade desafia o governo do Amazonas, o setor produtivo e as organizações da sociedade civil. São 982 mil pessoas vivendo nessa condição. De modo mais rápido e aparente, alguns podem sustentar o vigor do empreendedorismo em nível estadual, não o é, ao contrário, os números revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (PNAD Continua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados no dia 16 expõe um quadro preocupante.

A condição socioeconômica da população amazonense deveria ser, a partir desses indicadores, objeto de interesse dos estudos estaduais que impulsionem programas de governo para o Estado enfrentar e superar o quadro.

Enquanto setores de formação da opinião pública atuam na tentativa de mostrar o êxito do empreendedorismo local, o que a realidade demonstra é um nível crescente de empobrecimento das famílias amazonenses.

De fato, alguns empreendedores conseguiram estabilidade e melhoria da condição de vida. A maioria não. Esta sobrevive no limite e, com frequência, adoece diante dos resultados negativos dos micros negócios abertos. São centenas de pessoas que estão entre a pobreza e a miséria.

O ‘faz de conta que deu certo’ produzido pelos publicitários do empreendedorismo exige ser confrontado por respostas mais inteligentes e de densidade que têm nos governos federal, estadual e municipal a tarefa de implementar. Em especial, os governos do Amazonas e o de Manaus, este pelo impacto que exerce em relação aos demais municípios, estão desafiados a pautar a questão e criar grupos de trabalho que colete dados, analise e apresentem propostas de reação.

O Polo Industrial de Manaus (PIM) é, nos segmentos de fabricação de eletroeletrônicos, duas rodas e bens de informática, o maior do Brasil. Responde pela geração de 130 mil empregos diretos e faturou no primeiro trimestre deste ano R$ 58,2 bilhões. A agência Suframa deve ser acionada para participar ativamente da proposta de enfrentamento à pobreza e à miséria que milhares de pessoas vivem no Estado.

A falta de debates e formulação de propostas – o que há algumas décadas ocorria com frequência – é um sintoma do problema. Por que o Amazonas vive um longo processo de pauperização? E quem se importa com essa situação? Onde e quem são as pessoas que discutem o avanço do empobrecimento estadual?

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