O estado do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o seu território. A medida, de caráter preventivo, foi tomada devido às projeções meteorológicas sobre o fenômeno El Niño, que neste ano promete ser mais severo.
O decreto foi publicado nesta semana e tem validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado. A decisão foi fundamentada em estudos realizados por instituições ambientais nacionais e internacionais, que apontam possíveis consequências socioeconômicas, especialmente para produtores rurais residentes em áreas remotas do Amazonas.
Entre os principais impactos previstos está a redução do volume de chuvas nas cabeceiras dos rios, como o Alto Solimões. Apesar de Manaus registrar chuvas quase diariamente, o cenário nas regiões de nascente dos rios é diferente, com escassez de chuvas.
Com o avanço do período de estiagem, a navegação nos rios pode ser prejudicada, dificultando o transporte de insumos e até mesmo de água para os produtores rurais. O governo estadual anunciou a implementação de medidas de apoio para minimizar os impactos sobre esses trabalhadores.
Segundo os serviços geológicos do Brasil, existe a previsão de que uma seca significativa atinja o Amazonas nos próximos meses. O fenômeno El Niño, além de provocar estiagens no Norte do país, pode resultar em excesso de chuvas no Sul, trazendo desafios adicionais para o setor agropecuário em diferentes regiões.













