Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) divulgados nesta sexta-feira (10/7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento no Amazonas diminuiu em 57,01% no primeiro semestre.
De janeiro a junho de 2025, o estado registrou 301,93 km² de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa, ao passo que no primeiro semestre deste ano os avisos somaram 129,79 km², uma área pouco menor que Vitória (ES).
Na Amazônia, nesse mesmo período, a queda registrada é de 38% ou 1.295 km² de área sob alerta, menor patamar da série histórica do Deter, iniciada em 2016.
Os dez maiores índices de desmatamento no estado continuam concentrados no sul do Amazonas.
O município de Apuí (31,32 km²) lidera a lista, seguido de Novo Aripuanã (20,60), Lábrea (19.24), Humaitá (14,78), Boca do Acre (7,99), Manicoré (7,74), Canutama (6,62), Maués (5,14) Borba (2,95) e Guajará (2,30).
As áreas de proteção no Amazonas com os maiores índices de desmatamento são a Floresta Nacional de Urupadi (0,54 km²), Estação Ecológica Alto Maués (0,23), Parque Nacional dos Campos Amazônicos (0,08), Parque Nacional Mapinguari (0,06) e Parque Nacional do Acari (0,02).
Apuí
Apesar de ser o município com o maior índice de degradação do Amazonas, Apuí registrou um recorde de diminuição de desmatamento de 71,74% no primeiro semestre.
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No primeiro semestre de 2025, o município registrou 110,84 Km² de áreas sob alerta, enquanto que, no mesmo período deste ano, o índice foi 31,32 km².
Mesmo assim, isso equivale a aproximadamente 3.132 campos de futebol.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil













