Dólar cai a R$ 5,10 e Ibovespa firme com IPCA menor e petróleo comportado


Preço do petróleo acomodou no exterior após máximas ao longo da semana. Por volta das 15h, o contrato do barril do tipo Brent com vencimento em setembro cedia 0,7%, a US$ 75,78.

Tráfego de petroleiros em Hormuz foi afetado após ataques. Interrupção trava normalização pela rota na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento diário do petróleo no mundo. Após o acordo de paz, movimentação havia subido para 40 navios, ainda assim, abaixo da média diária anterior ao conflito, de 125 a 150 passagens. Apesar da incerteza, sinalizações de membros do governo americano de que a via diplomática segue sendo usada serve para aliviar as tensões nos mercados de commodities.

Inflação oficial do Brasil influenciou positivamente negócios locais. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou junho com variação de 0,16%, ante 0,58%, em maio, e 0,24% em junho de 2025. No acumulado em 12 meses, o índice passou a ter alta de 4,64%. É uma variação inferior à apurada até maio, de 4,72%, embora siga acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, que é de 4,5% ao ano.

O principal destaque positivo veio da alimentação. O grupo de alimentação no domicílio recuou 13 pontos percentuais, enquanto os itens in natura caíram sete pontos percentuais, mostrando uma clara melhora no comportamento desse componente da inflação. Os núcleos também surpreenderam para baixo, e o índice qualitativo, de forma geral, veio bem melhor do que se esperava. Paula Gala, professor de Economia da FGV-SP

Indicador de preços animou apostas em cortes de juros no Brasil. Para analistas de mercado, a desaceleração do IPCA em junho e no acumulado em 12 meses abre espaço para que o Banco Central mantenha o ciclo de afrouxamento monetário, após as últimas reduções da taxa básica de juros, atualmente em 14,25% ao ano.

Por ora, o processo inflacionário dá sinais de que o aperto monetário empreendido nos últimos anos tem surtido efeito, o que, na nossa visão, permitiria o Copom a continuar o atual ciclo de calibração. Projetamos cortes de 0,25 ponto percentual em todas as reuniões restantes desse ano, levando a Selic a 13,25% em dezembro de 2026. André Valério, economista sênior do Inter



Source link

Compartilhe nas Redes

últimas noticias