Amazônia: ministro diz que concessões do Amazonas e Madeira estão mantidas


Mesmo após a pressão de movimentos indígenas e da revogação de estudos no rio Tapajós, o governo federal decidiu manter o cronograma das concessões de hidrovias estratégicas da Amazônia.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou que os leilões das hidrovias dos rios Amazonas, Madeira, Tapajós e Tocantins seguem previstos para o primeiro semestre de 2027, com editais programados para o segundo semestre de 2026.

Durante evento da Secretaria Nacional de Hidrovias, o ministro afirmou que o avanço do setor depende de “diálogo” e defendeu uma “verdadeira narrativa” sobre as hidrovias, classificadas pelo governo como sustentáveis e fundamentais para reduzir custos logísticos.

A manutenção do cronograma ocorre mesmo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogar, em fevereiro, o decreto que autorizava estudos no rio Tapajós após protestos de comunidades indígenas no Pará.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias, Otto Burlier, os estudos técnicos continuam em andamento e os projetos seguem em fase de maturação.

O governo considera as hidrovias da Amazônia estratégicas para o escoamento da produção agrícola rumo aos portos do Arco Norte, sobretudo em períodos de seca severa.

Dados apresentados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que o modal rodoviário concentra atualmente 65% do transporte de cargas no país e pode custar até 45% mais que o transporte aquaviário.

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Foto: divulgação



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