Arthur Henrique (PL) teve 160.004 votos, 60,87% do total, mas validade do resultado ainda depende da Justiça Eleitoral
Com 100% das urnas apuradas, o candidato Arthur Henrique (PL) ganhou a disputa suplementar para o governo de Roraima, realizada neste domingo (21.jun.2026). Recebeu 160.004 votos, ou 60,87% do total.
Em 2º lugar ficou Soldado Sampaio (Republicanos), governador interino, com 93.897 votos, ou 35,72%.
Nelita Frank (PT) ficou em 3º lugar, com 8.948 votos, ou 3,40%. Ao todo, foram contabilizados 270.558 votos. A diferença entre Arthur e Sampaio foi de 66.107 votos.
A vitória na apuração, porém, não encerra a disputa. A candidatura de Arthur foi contestada depois que o STF derrubou a regra que permitia a candidatos se afastarem de cargos públicos em até 24 horas. O caso ainda deve ser analisado pela Justiça Eleitoral.
Caso a candidatura seja validada, Arthur poderá ser proclamado eleito. Se os votos forem anulados, a eleição suplementar deve voltar ao Judiciário.
No site de resultados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nenhum candidato aparece como eleito. O sistema informa que “não há requisitos suficientes para atribuição de eleitos” porque o candidato com a maior votação nominal tem votos anulados ou anulados sub judice.
A mensagem também diz que a soma dos votos de candidatos nessa situação ultrapassou 50% da votação nominal. Na prática, Arthur Henrique terminou a apuração à frente, mas a proclamação do eleito depende da validação desses votos pela Justiça Eleitoral.
CANDIDATURA CONTESTADA
A eleição teve 3 chapas:
- Soldado Sampaio (Republicanos), governador interino, com Tayla Peres (Republicanos) como vice;
- Nelita Frank (PT), com Bartô Macuxi (Psol) como vice;
- Arthur Henrique (PL), com Subtenente Velton (PL) como vice.
Nelita substituiu Antônia Pedrosa, que teve o registro barrado por causa do prazo de desincompatibilização. Como as urnas já estavam preparadas, os eleitores viram o nome e a foto de Antônia no momento da votação. Os votos, porém, foram atribuídos a Nelita.
A chapa de Arthur também teve o registro barrado depois que o Supremo Tribunal Federal derrubou a regra que permitia a candidatos se afastarem de cargos públicos até 24 horas antes da eleição.
O PL recorreu ao Supremo para tentar manter a candidatura. O pedido foi analisado pelo ministro Edson Fachin, que negou a solicitação. Arthur, no entanto, permaneceu na urna enquanto tenta reverter a decisão.
Se os votos forem validados, Arthur ficará à frente na disputa. Caso sejam anulados, a definição do resultado dependerá das decisões da Justiça Eleitoral.
ENTENDA O IMPASSE
O ministro Flávio Dino entendeu que candidatos que ocupavam cargos públicos deveriam ter respeitado os prazos de desincompatibilização estabelecidos na legislação eleitoral, que podem chegar a 6 meses antes da votação.
A chapa de Arthur está sub judice porque o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino entendeu que só poderiam concorrer os candidatos que respeitaram um prazo de desincompatibilização de 6 meses antes do pleito.
A decisão de Dino ignorou que a votação foi marcada só em maio para ser realizada em junho. Quem ocupava cargos públicos não tinha como prever que haveria esse pleito suplementar 6 meses antes. Todos os interessados em disputar seguiram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que fixou o prazo de desincompatibilização em 24 horas, seguindo farta jurisprudência da Justiça Eleitoral.
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