Brasil, China, Argentina, India, Russia e Reino Unidos são alguns dos países que foram mencionados na proposta de imposição de tarifas adicionais, por parte dos Estados Unidos, por terem se omitido ao tomar medidas contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado.
A recomendação foi feita pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), em documento divulgado na noite desta terça-feira (2), para um total de 60 países. A decisão dos EUA acontece um dia após o órgão de comércio do governo Trump sugerir a taxação de 25% sobre todas as importações do Brasil.
De acordo com o embaixador Jamieson Greer, houve uma falha nos parceiros comerciais dos Estados Unidos em lidar com a importação de bens fabricados com trabalho forçado, o que seria “inaceitável”.
“Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais”, afirmou o Embaixador.
Como resposta, o USTR propôs tarifas adicionais sobre todos os produtos das economias investigadas. Para as economias que impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e fazer cumprir tal proibição ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação desses produtos, o USTR propõe uma alíquota de 10% para as tarifas adicionais. É o caso de Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia.
Para todas as outras economias, propõe uma alíquota de 12,5% para as tarifas adicionais. Este grupo é composto por Brasil, Argentina, China, Japão, Reino Unido, Rússia, entre outros países.
Veja abaixo a lista completa:
Economias que não conseguiram impor nem aplicar eficazmente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado (12,5% de tarifa adicional):
- África do Sul
- Arábia Saudita
- Argélia
- Angola
- Argentina
- Austrália
- Bahamas
- Bahrein
- Bangladesh
- Brasil
- Camboja
- Catar
- Chile
- China
- Cingapura
- Colômbia
- Coréia do Sul
- Costa Rica
- Egito
- El Salvador
- Emirados Árabes Unidos
- Filipinas
- Guatemala
- Guiana
- Honduras
- Hong Kong
- Índia
- Iraque
- Israel
- Japão
- Jordânia
- Cazaquistão
- Kuwait
- Líbia
- Malásia
- Marrocos
- Nova Zelândia
- Nicarágua
- Nigéria
- Noruega
- Omã
- Peru
- Reino Unido
- República Dominicana
- Rússia
- Sri Lanka
- Suíça
- Taiwan
- Tailândia
- Trinidad e Tobago
- Turquia
- Uruguai
- Venezuela
- Vietnã.
Economias que não conseguiram aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado (10% de tarifa adicional):
- Canadá
- Equador
- Indonésia
- México
- Paquistão
- União Europeia












