BTG Pactual registra lucro e receita recordes no 1º trimestre | Finanças


O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,808 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 4,3% em relação ao trimestre anterior e de 42,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita total também foi recorde e somou R$ 9,968 bilhões, com avanço trimestral de 0,8% e anual de 34,3%, considerando a consolidação do Banco Pan, concluída no período.

O retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) ficou em 26,6%, ante 27,6% no quarto trimestre e 23,2% no primeiro trimestre de 2025. Em teleconferência realizada em fevereiro, o CEO do BTG, Roberto Sallouti, afirmou que o banco estava confiante na capacidade de manter um ROAE nesse patamar, diante dos investimentos realizados nas últimas décadas, inclusive em diversificação. “Estamos confiantes em dizer que podemos entregar um ROE sustentável acima de 25% nos próximos anos”, disse à época.

Ao comentar os resultados do primeiro trimestre de 2026, Sallouti destacou que os números foram recordes, apesar da volatilidade dos mercados no período. “Esse desempenho reflete a força e a diversificação da nossa plataforma, a expansão contínua da nossa base de clientes e a disciplina na alocação de capital. Seguimos focados em crescer com gestão rigorosa de riscos e geração sustentável de valor para clientes e acionistas”, afirmou, em nota.

A captação líquida de clientes (“net money”, no jargão em inglês) totalizou R$ 82,8 bilhões entre janeiro e março. Os recursos de terceiros alcançaram R$ 2,594 trilhões, alta trimestral de 4,5% e anual de 28,1%.

O Índice de Basileia encerrou o período em 15,9%, ante 15,5% no trimestre anterior e 15,4% um ano antes.

A área de crédito a empresas, chamada pelo banco de “Corporate Lending & Business Banking” e que engloba as operações de atacado e de pequenas e médias empresas, teve receita recorde de R$ 2,332 bilhões no período, com crescimento de 4,2% em relação ao trimestre anterior e de 20,7% em 12 meses.

O portfólio de crédito dessa vertical somou R$ 281,1 bilhões, avanço de 7,2% no trimestre e de 21,9% em um ano. Desse total, R$ 32,9 bilhões correspondem a pequenas e médias empresas. A carteira de PMEs cresceu 2,3% no trimestre e 16,1% em 12 meses.

A área de gestão de recursos (“Asset Management”) registrou receita de R$ 783,4 milhões, com queda trimestral de 8,9% e alta anual de 6,5%. Já a divisão de gestão de patrimônio e banco de varejo (“Wealth Management & Personal Banking”) atingiu receita recorde de R$ 1,516 bilhão, com crescimento de 10,7% no trimestre e de 44,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A área de banco de investimentos, por sua vez, registrou receita de R$ 627,9 milhões no primeiro trimestre, com queda trimestral de 9,3% e alta anual de 65,1%. Segundo o BTG, foram realizadas 36 operações de dívida (DCM), 10 de ações (ECM) e nove transações de fusões e aquisições (M&A).

Em “Sales & Trading”, área que reúne corretagem e operações de mercado, a receita foi de R$ 1,877 bilhão, queda de 6,6% no trimestre e avanço de 43,1% na comparação anual. O Value at Risk (VaR) recuou para 0,32%, de 0,38% no trimestre anterior.

Com a consolidação do Banco Pan, o BTG passou a incorporar os resultados do Pan e da Too Seguros na nova linha de receitas chamada “Consumer Finance & Banking”, que somou R$ 1,125 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta trimestral de 20,4% e anual de 40,1%.

Nessa nova vertical, o portfólio de crédito alcançou R$ 73,6 bilhões, crescimento de 14,1% no trimestre e de 33,7% em um ano, impulsionado principalmente pela originação de crédito consignado e financiamento de veículos.

Ainda no varejo, o BTG concluiu em abril a aquisição de 48% da fintech Meutudo, anunciada em fevereiro.

BTG Pactual — Foto: Divulgação
BTG Pactual — Foto: Divulgação



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