Câncer, infarto: tratar obesidade evita doenças que afetam longevidade


“A menopausa é quando a menstruação termina. Mas, anos antes, já começa essa tendência de acumular gordura (principalmente na barriga), de ganhar peso e de perder músculo. Isso muda tudo”, explicou. O ponto que ela sublinhou é comportamental: “Se você não fizer nada, vai ganhar peso. Se fizer algo em termos de estilo de vida, sem dúvida, é possível controlar essa tendência.”

Os benefícios de controlar o peso nessa fase são enormes. Mulheres com obesidade tendem a viver a menopausa com mais sintomas e mais complicações, porque dois fatores inflamatórios se somam. Portanto, além de controlar o risco para doenças cardiovasculares e tumores, um estilo de vida mais saudável e com controle de peso pode ajudar a passar por essa fase de maneira mais tranquila.

O endocrinologista e metabologista Caio Villaça deu uma explicação didática sobre o que muda no corpo da mulher quando ela se aproxima da menopausa e há uma queda do hormônio estrogênio.

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Imagem: Mari Pekin/UOL

“Ele é como um GPS que direciona a gordura do corpo. Antes, [o hormônio] mandava a gordura para o quadril e para a coxa. Quando cai, esse GPS se perde e a gordura começa a se acumular na região abdominal, que é a gordura visceral, a mais perigosa para a saúde”, afirmou. Isso explica porque o risco cardiovascular da mulher é menor que o do homem até os 45 anos e se iguala após a menopausa.

Outro ponto importante em que a queda hormonal e a obesidade se cruzam na menopausa é na cognição. “O estrogênio protege o cérebro. A obesidade é uma doença inflamatória que atinge todos os órgãos, inclusive o cérebro. Quando somam menopausa e obesidade, aumenta o risco de déficit cognitivo, demências, depressão e transtornos de humor”, alerta Bedin.



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