Para os autores, a “memória” tende a diminuir com manutenção do peso ao longo do tempo. “A manutenção contínua do peso após a perda fará com que a ‘memória da obesidade’ desapareça lentamente”, disse Mauro.
Estudo estima que a reversão completa desse efeito pode levar anos, mas ressalta que ainda há incerteza. “Isso pode levar vários anos de manutenção sustentada da perda de peso, provavelmente de cinco a dez anos, embora isso exija mais estudo, para reverter totalmente os efeitos da obesidade nas células T”, completou o pesquisador.
Como os cientistas chegaram a essa conclusão
Equipe analisou células imunes de diferentes grupos, incluindo pessoas com obesidade que fizeram exercício quatro vezes por semana por dez semanas ou que receberam semaglutida para emagrecer. Os dados foram comparados com grupos de controle.
Pesquisadores também estudaram amostras de pessoas com síndrome de Alström, condição genética rara frequentemente associada à obesidade na infância, além de pares saudáveis pareados. Para entender mecanismos, eles ainda avaliaram células imunes de camundongos alimentados com dietas ricas em gordura e amostras de sangue de voluntários.
Segundo Belinda Nedjai, autora sênior do estudo, as mudanças observadas são do tipo epigenética, ou seja, regulam o “liga e desliga” de genes. “Nossas descobertas mostram que a obesidade está associada a modificações epigenéticas duráveis que influenciam o comportamento das células imunes”, afirmou a epidemiologista molecular da Queen Mary University London.












