Por outro lado, Renato não é o culpado por 26 anos de crise nem por quinze sem título nacional, desde a Copa do Brasil de 2011. Técnico não tem controle remoto. Fernando Diniz ganhou a Libertadores pelo Fluminense, está bem no Corinthians não deslanchou no Vasco.
Renato ganhou a Libertadores pelo Grêmio, foi vice pelo Flamengo, foi às semifinais do Mundial de Clubes pelo Fluminense, ganhou só oito de vinte jogos pelo Vasco.
A culpa não pode ser só dos técnicos.
Exemplo vem do CRB, de empolgante virada de 0 x 2 para 4 x 2 sobre a Ponte Preta. Depois de ganhar o estadual em Alagoas, estava na zona de rebaixamento da Série B e ficou doze jogos sem vencer. Não trocou a comissão técnica de Eduardo Barroca, está há seis partidas sem perder, cinco pontos atrás do quarto colocado da Série B, em oitavo lugar.
Barroca não tem controle remoto. Tem diretoria que lhe dá respaldo e ajuda a consertar problemas de administração e de vestiário.
A reconstrução do Vasco não passa nem por demissão de técnico nem pelo teatro dos vampiros. É muito mais complexa e não vende em farmácia, junto com cartelas de comprimidos para dor de cabeça.












