Banco Central atua no mercado de câmbio. O órgão vendeu nesta segunda-feira US$ 1 bilhão da moeda à vista. De forma simultânea, fez outra operação, em que ofertou US$ 1 bilhão em 20 mil contratos de swap cambial reverso, com vencimento em 1º de setembro próximo, um negócio equivalente à compra de moeda americana no mercado futuro. Esse tipo de atuação serve para dar liquidez de curto prazo a quem procura dólar, mas sem impactar o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.
Mercado revisa projeções para inflação e juros. Na nova edição do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de profissionais do setor financeiro, a mediana para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu pela 15ª vez seguida, de 5,30% a 5,33% — ficando cada vez mais distante do teto da meta. As projeções para o índice de preços também subiram para 2027 e 2028. Já a estimativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026 avançou de 13,75% a 14% ao ano.
Expectativa pela ata do Copom mantém cautela entre agentes de mercado. Amanhã, o Banco Central divulga o texto em que o Comitê de Política Monetária detalha os motivos que levaram a diretoria do Banco Central a reduzir a taxa básica de juros Selic apesar de ter reconhecido uma piora dos riscos de inflação mais alta na economia brasileira.
No exterior, petróleo inicia semana baixa. O contrato do barril do tipo Brent com entrega para agosto cedia 2%, para US$ 78,46 por barril, por volta das 9h. Mercado aguarda conclusão das negociações entre Estados Unidos e Irã para finalizar acordo para encerrar guerra no Oriente Médio e garantir efetiva reabertura do Estreito de Hormuz, rota na costa iraniana por onde passavam 20% do fornecimento de petróleo mundial antes do conflito.
Ibovespa abre a sessão em leve alta. O Ibovespa, índice das ações mais negociadas na Bolsa do Brasil B3, iniciou os negócios nesta segunda-feira com variação de 0,46%, marcando 169.115 pontos. A tendência representa uma reação após queda de 1,6% do indicador ao longo da semana passada, quando cedeu a 168.33 pontos, o menor patamar em cinco meses.
Corporativo
Vale vota mudança na presidência do conselho. A mineradora convocou para o dia 22 de julho a asembleia geral de acionistas para discutir destituição do presidente do conselho Daniel André Stieler, a pedido a Previ, principal acionista da companhia. Na correspondência, a fundação dos empregados do Banco do Brasil defende a indicação do Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira para o cargo “por entender que sua eventual condução contribuirá positivamente para o fortalecimento das práticas de governança, a melhoria da gestão estratégica e o alinhamento com os interesses dos acionistas e stakeholders”, segundo informou a Vale em comunicado dia 11 de junho.













