
Juntamente com outras três pessoas (o empresário britânico Hamish Harding, o explorador francês Paul-Henri Nargeolet e o próprio Rush), o marido e o filho de Chistine morreram de forma fulminante no fundo do mar, quando o submersível (que fora construído com materiais não adequados e jamais fora certificado por nenhuma entidade de segurança marítima) implodiu, por conta da pressão submarina, ao se aproximar dos escombros do naufrágio mais famoso da história — e assim se tornaram as cinco novas vítimas do Titanic.
De lá para cá, durante quase três anos, Christine, que ainda vive na mesma casa da família Dawood, nos arredores de Londres — agora, na companhia apenas da filha Alina —, manteve o silêncio sobre o que aconteceu naquele dia e nos subsequentes, durante a angustiante espera por notícias do submersível, que, por fim, foram as piores possíveis.
Só agora ela resolveu falar sobre o assunto, através de um livro que escreveu, intitulado ’96 Horas’ (tempo máximo de oxigênio que os ocupantes do Titan teriam, caso ainda estivessem vivos, presos dentro do submersível nas profundezas do Atlântico Norte), que está sendo lançado hoje, na Europa e nos Estados Unidos — ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Nele, com muita serenidade para quem perdeu metade da família em um estúpido acidente que poderia ter sido evitado (bastava que o Titan fosse proibido de ser utilizado, pelas frequentes falhas que apresentava), Christine relata o que viu, ouviu e sentiu a bordo do barco de apoio, durante as buscas pelo submersível, só encontrado tempos depois, completamente destruído no fundo do mar, e sem nenhum vestígio dos corpos dos seus ocupantes, que foram pulverizados na implosão.












