Entenda motivos para divas pop controlarem discursos e evitarem imprensa – e suas consequências

Ao evitar críticas e selecionar entrevistas ‘a dedo’, artistas criam bolhas de aprovação que podem limitar a profundidade e o debate sobre suas obras musicais.

A divulgação de um álbum inclui algumas fases-chave. Entre elas, estão a audição do trabalho e a crítica por parte de profissionais especializados.

Mas, nos últimos anos, essa fórmula vem passando por transformações. Recentemente, Anitta e Luísa Sonza, duas das maiores estrelas do pop nacional, lançaram álbuns que contaram com raras entrevistas para veículos selecionados a dedo e audições voltadas para fãs.

Antes de tudo, vale destacar que essa decisão tem inspiração internacional. Avessas a entrevistas, artistas como Beyoncé e Taylor Swift adotaram estratégia semelhante em seus trabalhos mais recentes.

No Brasil, esse conceito mais “blindado” vem crescendo entre os principais artistas do gênero.

Falando de audições, Anitta apresentou seu novo álbum em uma sala de cinema em Salvador, na Bahia, apenas para fãs.

Já Luísa Sonza fez um evento em que, entre os convidados, estavam jornalistas, influenciadores e admiradores da cantora.

Essa dinâmica gera distorções. Isso porque:

Assim que saem das audições, os fãs soltam suas impressões que, via de regra, são positivas, com muitos elogios e adjetivos;

E, para além dos fãs, páginas vinculadas aos artistas, remuneradas ou não, reforçam os elogios.

Em contraponto, os textos dos jornalistas não necessariamente vão ser elogiosos. E isso não faz dele um hater, que vai ouvir o trabalho de um artista na intenção de falar mal.

A ideia principal é que, ao ter contato com a obra, o crítico consiga entender melhor o trabalho e ter condições mais favoráveis de dialogar com o artista, conseguindo ser o mais honesto possível na sua análise.

Luísa Sonza na capa de ‘Brutal Paraíso’, quinto álbum de estúdio — Foto: Reprodução

Fonte: G1

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