Equipe da UEA chega a Santarém em missão científica nos rios amazônicos

A expedição científica promovida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Grupo Norte de Comunicação (GNC), chegou nesta terça-feira (4) à cidade de Santarém (PA).

A jornada, que partiu de Manaus com destino a Belém, pretende avaliar a qualidade da água dos rios amazônicos, identificando níveis de poluição e impactos ambientais ao longo do trajeto.

Parceria entre universidades da Amazônia

Em Santarém, a equipe foi recebida na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), onde as análises estão sendo realizadas em conjunto com professores e pesquisadores locais. O professor Sandro, da Ufopa, destacou a importância da cooperação entre as instituições da Amazônia.

“Temos uma parceria com a UEA. A Ufopa, dentro das suas possibilidades, contribui tanto com a produção de artigos, com o ambiente que dá a condição à pesquisa, nessa área que é tão importante para a nossa região”

Segundo ele, é a primeira vez que uma pesquisa desse porte é feita ao longo de todo o curso do Rio Amazonas, com coletas que começaram em Manaus e seguem até Belém.

Coletas e análises

As pesquisadoras da UEA explicaram que as amostras estão sendo analisadas em laboratórios da Ufopa, já que o ambiente no barco não permite a precisão exigida para as medições.

Durante os testes, foi possível observar resquícios de óleo em algumas amostras, o que pode indicar poluição por combustíveis ou efluentes urbanos.

Monitoramento inédito e relevância ambiental

O estudo busca compreender de que forma o crescimento urbano, o despejo de esgoto e as atividades econômicas impactam a qualidade das águas amazônicas.

Para o professor Sandro, o monitoramento contínuo será essencial para orientar políticas públicas ambientais.

De Manaus a Belém: um retrato das águas da Amazônia

A expedição já passou por Itacoatiara e Parintins, no Amazonas, e agora segue rumo a Belém, no Pará. A expectativa é que os resultados iniciais sirvam de subsídio para debates na COP30.

A iniciativa reforça o papel das universidades amazônicas na produção de conhecimento científico voltado à sustentabilidade e na busca por soluções para a preservação dos recursos hídricos da maior bacia hidrográfica do planeta.

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