EUA invadiram país minúsculo porque ele construiu aeroporto ‘grande demais’


A história do aeroporto, assim como a situação dos estudantes, era mero pretexto, como mais tarde confirmaria o futuro secretário de Estado Lawrence Eagleburger. Mas um argumento bom para apresentar ao público.

No dia 25 de outubro, menos de uma semana após Bishop ter sido executado, uma coalizão liderada pelos EUA, com outros países do Caribe, invadiu a ilha. Começava a operação Fúria Urgente.

Bishop podia estar morto, mas o comunismo introjetado no governo, não. Muitos de seus seguidores marxistas continuavam com poder e influência.

A crítica internacional foi ferrenha. A primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, não gostou de não ter sido consultada. Granada, afinal, é membro da Comunidade Britânica e sua chefe de Estado era a rainha Elizabeth 2ª.

A Assembleia Geral das Nações Unidas considerou a invasão um flagrante desrespeito à lei internacional. O Conselho de Segurança da ONU só não aprovou uma resolução considerando a operação “profundamente deplorável” porque faltou um único voto para conseguir a exigida unanimidade dos membros permanentes — o voto dos americanos, é claro.

Não foi uma invasãozinha para brincar. Eram 7,6 mil homens, entre batalhões Ranger, Divisão Aerotransportada, Delta Force, SEALs e fuzileiros navais.



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