Uma força-tarefa coordenada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reforçou a segurança e a proteção territorial em oito terras indígenas do Amazonas, resultando na aplicação de cerca de R$ 500 mil em multas por desmatamento e ocupação irregular. A Operação Gavião foi realizada entre os dias 27 de maio e 6 de junho nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea.
A ação investigou denúncias de desmatamento ilegal, corte seletivo e extração clandestina de madeira em áreas protegidas. Participaram da operação a Funai, a Marinha do Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Amazonas.
As fiscalizações ocorreram nas Terras Indígenas Murutinga/Tracajá, Patauá, Ponciano, Gavião, Sissaíma, Boa Vista, Recreio/São Félix e Paracuhuba. Além das multas, foram realizados embargos de áreas, lavrados autos de infração e produzidos registros aéreos que identificaram centenas de hectares degradados.
Um dos marcos da operação foi a presença inédita da Marinha do Brasil no Rio Mutuca. Para as comunidades indígenas da região, a ação representou não apenas o combate aos crimes ambientais, mas também o fortalecimento da presença do Estado em áreas vulneráveis à atuação de invasores.
Além das fiscalizações, as equipes realizaram reuniões com lideranças indígenas para reforçar estratégias de proteção territorial e acompanhamento das demandas locais.
Segundo a Funai, os dados coletados servirão de base para novas medidas administrativas, fiscalizatórias e judiciais, ampliando a segurança dos territórios indígenas e a responsabilização dos infratores.













