Herança familiar: qual o risco real de câncer se um parente tem a doença


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Deu positivo, e agora?

Esse resultado significa que existe uma predisposição genética para determinado tipo de câncer. Mas “não é porque você tem uma condição hereditária que é uma certeza que você vai ter esse tumor”, explica Natália Santander Ortensi, médica responsável pelo Ambulatório de Oncogenética da Unicamp.
Um exame positivo não equivale a um diagnóstico da doença propriamente dita. O tumor poderá – ou não – se manifestar no futuro, a depender da combinação de outros fatores, que podem ser de risco ou de proteção, atuando de forma positiva ou negativa.
Um exemplo são as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. O BRCA1 pode elevar o risco de câncer de mama para cerca de 70%. Isso também significa que 30% das mulheres portadoras desses não terão a doença.
? Filhos podem ou não herdar a alteração. Mesmo quando existe um diagnóstico familiar, isso não significa que todos desenvolverão a doença.
? No caso em que já exista um diagnóstico de câncer, o resultado positivo ainda pode orientar terapias específicas e até tratamentos cirúrgicos preventivos em pacientes selecionados, além de aconselhamento reprodutivo.

Genética não é destino

“O nosso destino é definido pelas nossas escolhas”, afirma José Claudio Casali, médico do Departamento de Oncogenética do A.C.Camargo Cancer Center. Fazer boas escolhas inclui colocar em prática estratégias que diminuem o risco de desenvolver um câncer: controlar o peso, não fumar, praticar atividade física regularmente, reduzir o álcool, manter o calendário de vacinas em dia e ter uma alimentação equilibrada.

Informação, prevenção, hábitos saudáveis e rastreamento adequado têm o poder de mudar a história natural do câncer — isso serve para todo mundo, e também para famílias geneticamente predispostas.



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