Manaus integra hidrovia verde com 1.602 quilômetros até a foz do Amazonas


O Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), acaba de lançar o projeto Hidrovia Verde, uma extensão hidroviária entre Manaus, no Amazonas, e a Barra Norte, na foz do rio Amazonas – divisa entre o Amapá e Pará.

Com 1.602 quilômetros de extensão e estruturada em quatro eixos, a hidrovia verde está sendo considerada um dos principais projetos hidroviários em desenvolvimento no país e um eixo estratégico para a navegação e o escoamento da produção brasileira.

O projeto reúne investimentos em infraestrutura, segurança da navegação e gestão para ampliar a eficiência logística e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Integrante da rota do arco norte, a hidrovia está localizada em uma região que concentra o transporte de cargas, como grãos, minérios e combustíveis, com destino ao mercado interno e internacional.

Portanto, a proposta da hidrovia verde é fortalecer esse corredor com mais eficiência, segurança operacional e previsibilidade para a navegação.

Com cerca de 150 quilômetros de extensão navegável, a hidrovia tem papel central na movimentação de cargas por via aquaviária.

De acordo com estudos da Antaq, a previsão é de que o fluxo na barra norte ultrapasse 170 milhões de toneladas até 2035, consolidando a região como um dos principais eixos hidroviários do país.

Redes hidroviárias

Com mais de 40 mil quilômetros de vias potencialmente navegáveis, o Brasil possui uma das maiores redes hidroviárias do mundo e grande potencial de expansão da navegação interior.

O fortalecimento desse modal contribui para aproximar territórios, ampliar conexões e gerar impactos positivos para a população.

Esse avanço também vem sendo acompanhado pelo aumento dos investimentos no setor, conduzidos pelo ministério. Entre 2023 e 2025, os aportes alcançaram cerca de R$ 1,29 bilhão, quase o dobro do registrado entre 2019 e 2022, quando foram investidos R$ 716 milhões.

Os recursos estão sendo aplicados em ações como dragagens de manutenção, sinalização náutica, melhorias nas condições de navegabilidade e modernização da infraestrutura.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, investir em hidrovias é investir em desenvolvimento para o país.

Rios que conectam

A modernização da gestão hidroviária também avança por meio das concessões de serviços hidroviários, modelo baseado em planejamento contínuo, prestação permanente de serviços e maior previsibilidade para a navegação.

Entre as ações previstas estão a manutenção da navegabilidade, o monitoramento dos canais, a sinalização náutica e melhorias operacionais voltadas à segurança das embarcações.

Além de promover maior eficiência logística, as hidrovias contribuem para reduzir desigualdades regionais, com mais oportunidades econômicas e melhores condições de mobilidade e abastecimento para comunidades que dependem dos rios.

Papel da barra norte na hidrovia

A barra norte é o canal de acesso marítimo localizado na foz do rio Amazonas, onde as águas fluviais se encontram com o oceano Atlântico. Na prática, é a “porta de entrada” e saída para todos os navios de longo curso que trafegam pela bacia amazônica, interligando a logística internacional aos terminais instalados na região, incluindo os portos de Manaus.

O canal tem 150 quilômetros de extensão.

*Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

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Foto: divulgação



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