Mulher fica com a pele preta e azul após começar medicamento


Uma mulher de 68 anos, nos Estados Unidos, desenvolveu manchas escuras e azuladas nos braços e nas pernas após iniciar o uso de um antibiótico indicado para o tratamento da rosácea, doença crônica que provoca inflamação e vermelhidão na pele do rosto.


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Segundo relato publicado pela revista científica The New England Journal of Medicine e divulgado pelo portal Live Science, as manchas começaram a surgir cerca de duas semanas após o início do tratamento com minociclina. A paciente relatou que as marcas apareceram inicialmente nas pernas e, posteriormente, se espalharam para outras partes do corpo.

As alterações na pele variavam entre tons de azul-escuro, roxo e preto intenso. Após avaliação médica, foi identificada uma reação conhecida como hiperpigmentação induzida por medicamentos, um efeito colateral associado ao uso prolongado da minociclina.

Diante do quadro, os médicos orientaram a suspensão imediata do antibiótico e recomendaram que a paciente evitasse exposição ao sol, já que a radiação ultravioleta pode agravar a descoloração da pele.

Mesmo após seis meses sem utilizar o medicamento, a mulher ainda apresentava marcas visíveis, embora com leve melhora.

Especialistas apontam que a hiperpigmentação relacionada à minociclina pode ocorrer em parte dos pacientes que utilizam o medicamento, especialmente em tratamentos para rosácea. No entanto, o caso chamou atenção pela rapidez com que os sintomas apareceram, já que esse tipo de reação costuma surgir apenas após meses de uso.

Pesquisadores ainda investigam as causas exatas da alteração na pele, mas acreditam que o antibiótico possa estimular a produção de melanina — pigmento responsável pela coloração da pele — e formar compostos escuros que acabam se acumulando no organismo.

A rosácea é uma condição dermatológica crônica que afeta principalmente a região central do rosto e pode causar vermelhidão, vasos aparentes e lesões semelhantes à acne. O tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas e deve sempre ser acompanhado por um médico especialista.



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