A admiração por Margaret Thatcher aumentou as críticas. Antes mesmo de assumir a Presidência, Milei já havia declarado que considerava a ex-primeira-ministra britânica uma das maiores líderes políticas do mundo. Como Thatcher comandou o Reino Unido durante a Guerra das Malvinas, a posição provocou forte rejeição entre ex-combatentes argentinos, que passaram a questionar a coerência do presidente ao defender a soberania das ilhas.
Estratégia mudou de tom
Milei passou a defender uma espécie de “conquista pelo exemplo”. Em abril de 2025, durante as comemorações do aniversário da guerra, o presidente afirmou que deseja transformar a Argentina em uma potência para que os próprios habitantes das Malvinas “prefiram ser argentinos”. Segundo ele, o objetivo é que um dia os moradores do arquipélago “votem com os pés” pela Argentina.
Declaração abriu uma nova controvérsia. A fala foi vista por parte da oposição como uma aproximação do princípio da autodeterminação defendido pelo Reino Unido. A posição oficial argentina, no entanto, sustenta que esse princípio não se aplica às Malvinas porque a população original teria sido expulsa após a ocupação britânica de 1833.
O discurso voltou a endurecer em 2026. Em abril deste ano, após os Estados Unidos ameaçarem rever sua posição sobre o arquipélago em meio a atritos diplomáticos com o Reino Unido, Milei publicou nas redes sociais que as Malvinas “foram, são e sempre serão argentinas”. Analistas argentinos interpretaram a mudança como um endurecimento da retórica em um momento de queda de popularidade do governo.
O caso da Copa
A manifestação dos jogadores recebeu apoio do presidente. Depois da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, Milei minimizou a exibição da faixa “Las Malvinas son argentinas” e afirmou que a atitude foi consequência da emoção do momento. Segundo ele, uma eventual punição da Fifa seria apenas uma questão esportiva.













