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O BRB enfrenta novamente riscos financeiros após o fracasso na venda de ativos do Banco Master à Quadra Capital, que envolvia um pagamento de R$ 4 bilhões.
O cancelamento do negócio reacendeu preocupações sobre a possibilidade de liquidação, intervenção do Banco Central ou privatização do banco.
O BRB busca um novo investidor para os ativos e está em negociações para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com um consórcio de bancos, liderado pelo Banco do Brasil, mas a operação ainda não foi concretizada.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o empréstimo está em fase final, mas as incertezas políticas e a proximidade das eleições dificultam as negociações. O BRB continua confiante na implementação de medidas para fortalecer sua posição de capital.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Brasília – Quando parecia que o BRB finalmente caminhava para se salvar do naufrágio em que se encontra em meio ao escândalo do Banco Master, o risco financeiro vem rondando novamente o banco público de Brasília, avaliam fontes da alta cúpula da instituição ouvidas pelo NeoFeed.
Com isso, riscos de uma liquidação, intervenção pelo Banco Central e até uma privatização do BRB, que estavam mais distantes no último mês, seguem atormentando o banco enquanto seu caixa não é reforçado e as tentativas de capitalização não surtem efeitos concretos.
As incertezas em relação à capacidade de o BRB se recuperar do tombo financeiro levado pelo banco de Daniel Vorcaro voltaram a sobrevoar o prédio do banco estatal nesta semana, após fracassar o negócio da venda de ativos do Master à gestora Quadra Capital.
Em 20 de abril, a gestora de ativos independente que administra portos no Espírito Santo havia firmado um acordo com o BRB para comprar R$ 15 bilhões em ativos do Master sob o poder do banco público da capital federal.
A transação envolvia uma promessa de pagamento de R$ 4 bilhões à vista e adiantamento de R$ 1 bilhão, mas na sexta-feira 17 de julho o banco estatal comunicou que o negócio foi cancelado.
“A Companhia permanece apta a avaliar alternativas e oportunidades com outros participantes de mercado, caso entenda conveniente e oportuno, observados seus critérios de governança, disciplina de capital e geração de valor aos seus acionistas”, disse o BRB em fato relevante disparado ao mercado.
De acordo ainda com o banco público de Brasília, o encerramento do acordo com a Quadra “não altera a estratégia da Companhia em relação aos ativos objeto da operação”.
O NeoFeed apurou que o banco já está em busca de um novo investidor em substituição à Quadra.
“Em relação à Quadra Capital, as negociações foram encerradas de forma consensual, após o término do período de tratativas entre as partes, diante da ausência de convergência sobre os parâmetros econômicos e financeiros da operação. Nesse contexto, o Banco decidiu conduzir diretamente a gestão e a recolocação desses ativos no mercado, em linha com sua estratégia de geração de valor e de proteção dos interesses de seus acionistas e clientes”, disse o BRB em nota ao NeoFeed.
Até o empréstimo de R$ 6,6 bilhões, que vem sendo negociado por um consórcio de bancos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e por enquanto principal salvação para o BRB, segue em compasso de espera – e também de indefinições, segundo pessoas a par das negociações.
Nos bastidores, fontes afirmam que o Banco do Brasil é quem estaria liderando esse grupo de bancos – procurado pela reportagem, o BB não comentou.
Celina Leão, governadora do Distrito Federal, controlador do BRB, declarou nos últimos dias da imprensa local que o empréstimo está em sua fase final de concretização e caminha para ser assinado. Ela até esteve com o presidente do BRB, Nelson de Souza, em nova reunião com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na semana passada.
No fim de maio, após intensa articulação política, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, homologou um acordo entre o GDF, governo federal e o BRB, na tentativa de impedir que o banco estatal quebre.
Enquanto bancos públicos e privados dariam uma espécie de fiança para a operação, o GDF daria como garantias cotas suas no Fundo de Participação dos Estados. O governo de Brasília desejava um aval formal do Tesouro, mas em função de suas condições fiscais negativas o Ministério da Fazenda não topou.
Mesmo assim o acordo foi anunciado como saída do fim do túnel possível, mas até hoje o empréstimo ainda não saiu. Para piorar a situação, as eleições estão ainda mais próximas e o pano de fundo político vem dificultando as negociações. “Se não estivéssemos em ano eleitoral, esse empréstimo já tinha saído há muito tempo”, disse uma fonte do BRB.
“O BRB informa que as tratativas relacionadas à operação de empréstimo prevista no acordo homologado pelo STF seguem em andamento, observando os procedimentos e avaliações necessários à sua implementação. O Banco permanece confiante na conclusão das medidas estruturantes previstas para o fortalecimento de sua posição de capital”, disse o BRB ao NeoFeed.













