Essas bactérias participam da digestão, ajudam na absorção de nutrientes e funcionam como uma barreira contra agentes infecciosos. Além disso, exercem influência direta sobre o sistema imunológico, favorecendo a produção e o transporte de células de defesa.
Quando ocorre um desequilíbrio nesse ecossistema, condição conhecida como disbiose, aumentam os riscos de inflamações e problemas gastrointestinais. Estudos também associam esse quadro a doenças metabólicas, como obesidade e diabetes, além de úlceras gástricas.
Por que o intestino influencia as emoções?
As descobertas mais recentes mostram que os efeitos da disbiose podem chegar muito além do aparelho digestivo. Alterações na microbiota têm sido associadas a distúrbios do sono e a doenças neurológicas, incluindo Alzheimer, AVC, transtornos do neurodesenvolvimento e outras condições que afetam o sistema nervoso.
Parte dessa relação ocorre porque o intestino participa ativamente da produção e do processamento de neurotransmissores. Entre eles estão a dopamina, ligada à motivação e ao prazer, e a serotonina, envolvida na regulação do humor, do apetite e do sono.
Estima-se que cerca de 50% da dopamina e 90% da serotonina do organismo estejam associados à atividade intestinal. Por isso, alterações no funcionamento desse sistema podem contribuir para sintomas como ansiedade, depressão, compulsão alimentar, baixa autoestima e dificuldades emocionais. Não por acaso, o órgão ganhou o apelido de “segundo cérebro”.













